Remígio celebra lançamento para processo de regularização de terras no município

A exemplo do evento que aconteceu em Lagoa Seca(Clique e leia), o município de Remígio realizou a audiência pública marcando o lançamento dos trabalhos de regularização fundiária com a documentação de todas as propriedades rurais de Remígio.

O evento contou com a participação de agricultores, técnicos, representantes de entidades sociais e autoridades ligadas às questões rurais do Estado que, na amanhã da do último dia 3 de abril (quarta-feira), participaram da audiência pública que marcou o lançamento dos trabalhos de regularização fundiária daquele município.

O serviço é realizado através da parceria entre Ministério do Desenvolvimento Agrário e Instituto de Terras e Planejamento Agrícola da Paraíba – Interpa e vai beneficiar diversas famílias agricultoras do município que ainda não têm escritura de sua terra.

Entrevistado no Programa Domingo Rural do domingo(07/04) o técnico da Emater de Remígio, Helder Granjeiro de Lira, informou que trata-se de um programa de muita importância para o desenvolvimento daquele município, citando como exemplo diversos entraves na hora do agricultor fazer empréstimo nas políticas públicas a exemplo de empréstimos do Pronaf já que na hora dos empréstimos essas famílias agricultoras não conseguem provar que são agricultores por falta da escritura e garantiu que a Emater exercerá importante papel no processo de organização das famílias agricultoras durante esse processo de regularização fundiária de Remígio. “A Emater é um dos órgãos conhecedores da realidade municipal e graças á deus eu consigo ter um livre acesso aqui junto a secretaria de agricultura, junto ao sindicato de trabalhadores rurais, a Emater conhece as vias de acesso de várias propriedades e de várias comunidades, então isso é uma porta de entrada do Interpa aqui dentro do município, até porque também um dos baluartes junto ao interpa é o nosso amigo Adalberto que é funcionário do Interpa e reside aqui, então é uma pessoa que conhece palmo a palmo essa região, esse município”.

Vanderli Florentino da Cruz, Vanda, é agricultora residente no assentamento Corredor e, ao ser entrevistada, falou sobre a importância do trabalho em favor de todas as famílias que ainda não tenham a escritura de suas terras. “É um importante passo que o município está trazendo, porque o que a gente ver de agricultores que ainda não tem a sua escritura, não sabe direito aonde é sua terra e que quando vai acessar algum projeto do governo federal tem essa dificuldade, quando vai fazer um pequeno projeto do Pronaf tem essa grande dificuldade e esse programa que está chegando em Remígio é exatamente para beneficiar o pequeno agricultor, o médio e também o grande para que ele tenha a sua escritura para que ele saiba realmente onde é os seus limites em sua propriedade, então só veio engrandecer o município eu tenho certeza disso porque nós agricultores da reforma agrária é diferente porque nós já temos nosso lote medido, e os outros pequenos agricultores que não são da área da reforma agrária têm essa grande dificuldade, então acredito que esse programa só veio a ajudar e beneficiar todo o município de Remígio como também de Lagoa Seca”.

Josefa Miranda dos Santos é agricultora residente na comunidade avaliou como sendo uma atividade que vai mudar pra melhor a realidade de muitas famílias em todos os recantos do município que não têm a legalização de suas terras. “Muitas vezes você trabalha na terra que é sua, mas vem um de fora e diz: não, esse pedaço aqui é meu, você tem que me dar isso porque pertence a mim também. E agora não, graças á Deus nós vamos ter essa oportunidade de ter o documento e provar: essa terra é minha, foi dos meus pais, foi dos meus avós e agora é minha. Muitas vezes você compra a terra não tem a oportunidade de passar escritura porque você sabe que é cara essas coisas e vai enrolando, passando o tempo, aí lá fora as vezes chega uma pessoa que diz: não, essa terra não é sua, essa terra é minha e como é que você vai provar que a terra é sua, agora você terá a oportunidade de dizer a terra é minha”, exemplifica a agricultora.

Euzébio Cavalcante de Albuquerque é presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Remígio e, ao dialogar com Domingo Rural, falou sobre como será feito o trabalho e sobre como foi feito para que essa ação chegasse àquele município. “A gente hoje está muito feliz, nós estamos ainda em período de aniversário da cidade e pra gente é um grande presente, o agricultor e a agricultora saber que vai ter a sua escritura na mão, tem sua terrinha e ver muitos benefícios passar na frente dela e não conseguiu ter direito a esse benefício por falta de uma escritura já que as vezes o avó que morreu, os pais que já morreram e ter um documento que termina sendo terra de ninguém e aí as pessoas querem um documento, o INSS pede um documento e hoje a gente está vendo que isso está bem próximo nessa grande parceria”, explica dizendo que o trabalho se iniciará no mês de julho logo após a execução da regularização de Lagoa Seca.

Participaram autoridades diversas que explicaram aos agricultores e a todas as autoridades locais a importância desse trabalho, bem como apresentar os detalhes do serviço que será desenvolvido no segundo semestre deste ano.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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