Representações defendem que: de Política de Governo, ações da Conab se transformem em Política de Estado

Durante entrevista ao Programa Notícias Agrícolas, dentro da Plenária do Território Rural da Borborema, acontecida no último dia 26 de março, em Lagoa Seca, mobilizadores sociais e articuladores no Programa de Aquisição de Alimentos da Conab, Companhia Nacional de Abastecimento, classificaram aquela Companhia como de fundamental importância para o crescimento econômico do Brasil e desenvolvimento social e, pelo seu papel, ações como o PAA devem ser elevadas a Política de Estado que apresenta verdadeira sustentabilidade e permanência quando comparada a ação enquanto Política de Governo.

“No decorrer deste ano teremos diversos espaços e instâncias, primeiro porque entendemos que não podemos ter retrocessos, inclusive políticos, com grandes lutas, tanto é que aqui estamos em nossa plenária territorial, 26 de maio vamos ter uma plenária estadual juntando todos os territórios, por exemplo, o documento que tiraremos aqui hoje será junto ao documento dos outros territórios que vai formar o documento estadual, depois se junta com o documento nacional que vai ser entregue direto ao presidente da república, Lula, à direção nova da Conab que agora passa a ser presidida per Sílvio Porto que é também bastante sensível, e dialogar para que todas essas propostas sejam acatadas como a questão que está na pauta que é a injeção de mais recursos no PAA, na questão da logística de atendimento àquelas organizações que não foram ainda atendidas em razão do número de organizações que tem aumentado e a lista de espera e dizer que a sociedade tem que avançar muito no sentido que a gente não permita retrocessos e que o PAA deixe de ser meramente uma Política Pública de Governo e passe a ser uma Política Pública de Estado”, explica o componente territorial, articulador do PAA na Borborema e sindicalista rural na região, Nelson Anacleto Pereira.

“Tivemos o processo descontinuado em governos anteriores, por isso que a gente tem insistido que o PAA, por exemplo, não pode continuar sendo apenas um programa de governo, ou seja, da vontade política de quem governa, e neste caso é uma política que foi iniciada no Governo do Presidente Lula e fortalecida, foi fragilizada no Governo Temer, no Governo Bolsonaro praticamente foi extinta essa política que prejudicou muito a agricultura familiar, prejudicou muito àquelas pessoas que precisavam muito desses alimentos, até porque a gente passou por uma Pandemia num momento que as pessoas mais precisavam foi onde o Governo Bolsonaro fragilizou e quase destruía a Companhia Nacional de Abastecimento, acabou com estoques, acabou com o Programa, fragilizou o administrativo da Empresa e o Governo Lula tem essa intenção de reestruturar essa política”, explica o articulador do Programa PAA na Paraíba e Pernambuco, Gonzaga Júnior, afirmando ser urgente transformar a ação em Política de Estado.

“Basta entrar na transparência do PAA Conab que você vai ver, nós saímos de um recurso em 2015, que foi o último ano da presidente Dilma de R$ 15 milhões, que foi um recorde de execução do PAA naquele ano, de lá pra cá teve uma oscilação muito grande. Pra se ter uma ideia, em 2021 chegou a zero de orçamento para o PAA da Conab, então algo inadmissível porque é um programa que atende o agricultor familiar vendendo sua produção, produzindo e mantendo sua família lá no campo com sustentabilidade, preservando o meio ambiente; e doando esses alimentos para as pessoas que estão passando necessidade, é algo extraordinário, então como é que se corta recursos de um programa desse? E de fato aconteceu isso em 2021 em que chegou ao patamar zero, sendo que em 2023, com a chegada do presidente Lula, quando o presidente Lula assumiu novamente, nós tivemos um extraordinário recurso batendo recorde novamente, na Paraíba nós fizemos R$ 23 milhões de PAA e de lá pra cá a gente só vem crescendo”, explica o gerente da Superintendência regional da Conab na Paraíba, Anderson Nascimento, justificando ser importante, para evitar essas descontinuidades, fortalecer o programa enquanto Política de Estado ao invés de Política de Governo.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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