Secretário campinense da Agricultura e professor da UEPB diz que umbu é nicho de negócio e Campina terá seu papel no soerguimento

SR230717cA cultura do umbu, em razão de suas características de resistência a realidade semiárida, representa produto de fundamental importância para a agricultura familiar a partir de um olhar crítico para a cultura que tem a capacidade de resistir as intempéries regionais e não tem registro de doenças dentre outras vantagens historicamente observadas.

A opinião é do secretário da Agricultura do município de Campina Grande, professor da Universidade Estadual da Paraíba(UEPB), Campus Lagoa Seca, Fábio Agra Medeiros Nápoles, garantindo que a cidade de Campina Grande terá papel importante no conjunto das ações a serem desenvolvidas para o fortalecimento da cultura enquanto atividade que poderá somar fortemente com a diversidade da agricultura familiar paraibana.

Ao dialogar com nosso público ouvinte do Programa Domingo Rural e Programa Esperança no Campo, aquela autoridade falou do papel histórico que Campina tem exercido na construção de importantes políticas para toda a região exemplificando a cultura do algodão e sisal no século passado, sobre o trabalho parceiro que o município vem desenvolvendo neste novo século com estudos, produção e agregação de valor ao algodão agroecológico e garante que o município, através da Secretaria da Agricultura, desempenhará papel importante para o fortalecimento do cultivo do umbu desde a produção, agregação de valor até a comercialização do produto. “Campina Grande, não só por ter a sede do Instituto Nacional do Semiárido, mas também geograficamente, está no centro do semiárido e tenho certeza de que no Simpósio que realizaremos virão muitas pessoas de perto e da distância, muitos estudantes e agricultores vão ter a oportunidade de ter o repasse dessa visão de que esta cultura é muito importante. E, em relação a outras culturas igualmente importantes que tiveram sua época áurea, como o algodão por exemplo, em que aqui em Campina Grande estamos, em parceria, resgatando o algodão com parcerias com o consórcio nacional fashion, cultura importante mas também que depende de chuva regular, já o umbuzeiro tem suas reservas e suas características próprias de precisar de muito menos água”, explica aquele secretário que é também componente do Comitê do Umbu, lembrando que cada cultura com sua característica e sua função na diversidade da agricultura familiar do semiárido e que o umbu apresenta sua resistência diferenciada.

Agra é da opinião de que, baseado no conjunto das ações trabalhadas no Sertão da Bahia com a cultura do umbu, e considerando o potencial turístico de Campina Grande como Maior São João do Mundo, Nova Consciência, Encontro da Consciência Cristã a cidade dará relevante contribuição no processo de divulgação e consumo da produção a partir da aquisição dos produtos na culinária de hotéis, restaurantes, pousadas e até mesmo fazendo com que turistas de todo o país possam levar a diversidade de produtos advindos do umbu da agricultora familiar. “A gente já tem um trabalho, a gente já produz mudas de umbu e distribui junto com o Insa, com a Sesuma, mas a gente precisa ampliar os materiais, temos nossos viveiros aqui e temos oportunidades de distribuição com as parcerias Emater e Embrapa e podemos fazer toda uma mobilização, temos importância geográfica, econômica e política a partir do potencial de Campina Grande e queremos, inclusive, colocar o umbu em eventos como o Maior São João chamando o conjunto das cooperativas junto ao prefeito Romero, que é agrônomo, e possamos incorporar em nosso município para alavancar e dar um aporte”, explica Medeiros Nápoles.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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