Stúdio Rural evidencia Dia de Campo sobre variedades de palmas resistentes a Cochonilha do Carmim

Aconteceu na última quarta-feira(14/10) um Dia de Campo com apresentação de quatro variedades de Palmas forrageiras resistentes a Cochonilha do Carmim, evento que aconteceu na Estação Experimental da Embrapa, no município de Monteiro, Cariri Ocidental paraibano.

Stúdio Rural acompanhou o Dia de Campo e conheceu de perto as variedades Palmepa-PB 1, Palmepa-PB 2, Palmepa-PB 3 e Palmepa-PB 4 que foram apresentadas em quatro estações com assuntos relacionados as variedades, temas evidenciados no Programa Esperança no Campo(15) da Rede Esperança e no Programa Domingo Rural deste domingo(18).

Stúdio Rural entrevistou o agricultor Martinho Agripino dos Santos, residente em Matureia, no Médio Sertão, falando sobre a importância daquele espaço de extensão de tecnologias que proporcinam aos agricultores trabalharem variedades de palmas com resistência a cochonilha e lembrou que quase todos os palmais da região já foram dizimadas pela praga, limitando a quantidade e qualidade do rebanho bovino e caprino. “A palma lá acabou toda, lá não tem como plantar mais não porque acabou tudo, eu mesmo tinha palma, mas não tenho mais nada, está só o terreno lá”, argumenta o agricultor pecuarista, acrescentando que com a nova tecnologia apresentada, ele e a família voltarão a plantar as novas variedades na esperança de retomar a produção bovina como antes da chegada da praga. “Eu mesmo confiando em Deus vou voltar a plantar novamente”.

Outro entrevistado foi o chefe geral da Embrapa Algodão, Napoleão Beltrão, que falou sobre o papel das entidades parceiras em gerar tecnologias para a agricultura e pecuária da região como alternativa para a geração de renda e condição para que as pessoas continuem produzindo e se matendo com dignidade na atividade camponesa. Ele lembrou da realidade climática pela qual está passando o planeta e a nessedidade de se conservar e multiplicar as plantas resistentes a seca e alta temperatura.

Quem também foi entrevistado por Stúdio Rural foi o técnico da Emater de Maturéia, Ildener Lucena da Costa, que disse que os Dias de Campo ainda representam um dos instrumentos importantes para se transmitir conhecimentos, falou sobre a realidade dos municípios próximos a Maturéia que tiveram ataque profundo e permanente da cochonilha, fazendo com que os produtores buscassem outras alternativas a exemplo da fenação e do silo que, porém, com a ausência da palma, não apresentam resultados satisfatórios e não batem na relação custo benefício.

Em entrevista concedida ao Stúdio Rural e emissoras parceiras, o técnico pesquisador da Emepa, Ivanildo Cavalcante de Albuquerque, explicou o que foi repassado ao público presente no Dia de Campo em Monteiro, falando também sobre as consequentes quedas na produção de leite em razão da chegada da cochonilha que dizimou a palma em diversos municípios do Cariri paraibano. “Antes da entrada da Cochonilha do Carmim o município de Monteiro produzia 50 mil litros de leite, hoje caiu pra 10 mil litros de leite”.

Para o deputado estadual Assis Quintans, é louvável o trabalho desenvolvido pelas empresas e entidades parceiras na busca de laternativas de palma que possam atender a realidade hídrica local e chamou a atenção dos produtores rurais de que a fase é de pesquisas e acomanhamentos, devendo os empreendedores terem os cuidados devidos na hora de contrair novos empreendimentos com recursos próprios e ou de instituições financeiras. Ele falou sobre a implantação de uma biofábica que ele, enquanto secretário de agricultura, deixou recursos assegurados para as instalações na Univerdade Federal da Paraíba, Campus Areia.

O secretário do Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca do Estado da Paraíba, Ruy Bezerra Cavalcante Júnior, falou sobre o papel desempenhado pelo governo da Paraíba em criar alternativas para o fortalecimento da economia paraibana, citando como exemplo as ações em torno da palma forrageira que representa fonte de alimentação acessível ao rebanho do criador. “Hoje o cultivo da palma resistente a cochonilha já existe e até na região da Bahia tem até de sobra esse material a venda que custa em torno de R$ vinte centavos a raquete, mas o Estado está com dois projetos, um junto ao FUNCEP(Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza no Estado da Paraíba) para fazer um replantio aqui na região de Monteiro, Sumé e Itaporanga com recursos de R$ um milhão de reais aproximadamente e esperamos que seja aprovado agora na reunião do FUNCEP e, apresetamos também um outro projeto de replantio mais severo abrangendo uma região maior em torno de quatro milhões de reais junto ao Ministério da Agricultura”, explica Ruy ao dialogar com os ouvintes dos programas de Stúdio Rural.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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