Técnico da Emater apresenta hidroponia como alternativa para pecuária em épocas de seca

Tida como técnica de cultivar plantas sem solo, onde as raízes recebem uma solução nutritiva balanceada que contém água e todos os nutrientes essenciais ao desenvolvimento da planta, a hidroponia foi tema evidenciada no Programa Domingo Rural deste domingo(28/04) através das emissoras: Rádio Serrana de Araruna AM 590 kHz e Rádio Bonsucesso de Pombal AM 1180 kHz a partir de entrevista com o assessor técnico da Emater, Tarcísio da Costa Ramos.

Ao dialogar com o público ouvinte das nossas emissoras, Tarcísio afirmou que a hidroponia é uma técnica de proporcionar ração de qualidade para os animais, especialmente em períodos de seca a preços compatíveis. “A hidroponia do milho é o cultivo do milho sem a presença do solo, só com água e soluções nutritivas, é uma prática que com 15 dias já está pronto para você dar ao gado, então é uma prática importantíssima em que o agricultor tem que saber, isso é algo que é feito desde o século VIIX, não é coisa nova e é alternativa emergencial pra salvar o gado a um custo baixo, então é você preparar a hidroponia do milho enquanto ração para dar ao gado”, explica Tarcísio ao dialogar com os ouvintes da 590 kHz e da 1180 kHz.

Tarcísio explicou que em um canteiro de 05 metros por 01 é possível o produtor colher cerca de 150 quilos de ração no período de 15 dias que poderá alimentar cerca de sete animais bovinos e ou cerca de 50 animais caprinos ou ovinos ao dia dentre outras além de representar atividade com ocupação de pouca mão-de-obra e de pouco espaço na unidade produtiva. “Imediatamente você procure um técnico da extensão da Emater, procure porque esse técnico está apto a fazer isso, ele vai orientar passo a passo. O que é a construção do canteiro? Pode ser feito canteiros de 05 metros por 01 que pode ser com tijolo, garrafa pet, pedra, madeira ou o que tiver; faz o canteiro, em seguida cobre com uma lona de 150 micros de dupla face que colocada nos canteiros e em cima do canteiro você vai botar de um saco a um saco e meio de bagaço de cana ou de casca de arroz que distribui de forma homogênea no canteiro, dá uma aguação no bagaço para ele pegar bem a umidade; daí você bota 12,5 de milho que já deve está na água a cerca de 24 a 36 horas encharcado para acelerar o processo de germinação, feito isso você vem ao canteiro que já está previamente com o bagaço, distribui esses 12,5 de milho no canteiro, feito isso joga outra camada de 2 a 3 centímetros de bagaço, coloca água e aí você vai regar quatro vezes ao dia, uma com água e outra com a solução nutritiva, a outra com água, a outra com a solução nutritiva”, explica Tarcísio tomando como referência um dia de campo que aconteceu na última quinta-feira, 25 de abril, na comunidade Bodopitá de Queimadas.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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