Universidade paraibana realiza Congresso de Agroecologia em Lagoa Seca

O Centro de Ciências Agrárias e Ambientais da Universidade Estadual da Paraíba – UEPB, em parceria com a Embrapa Algodão e o Sebrae/PB, promoveram durante a última quarta, quinta e sexta-feira(de 1 a 3 de dezembro), no Convento Ipuarana, em Lagoa Seca/PB, o I Congresso Paraibano de Agroecologia e IV Fórum sobre o Registro Profissional do Agroecólogo em eventos que contaram com agricultores, técnicos, professores, pesquisadores e estudantes da área dentre outros.

O evento constou de dezenas de trabalhos em ações divididas nas temáticas: Formação acadêmica em Agroecologia; Saberes agroecológicos; e Processamento, comercialização e consumo de produtos de agricultura de base ecológica além de palestras, debates, mini-cursos, oficinas e visitas de campo.

Domingo Rural participou objetivando informar aos seus ouvintes espalhados nas microrregiões de Estados diversos do Nordeste brasileiro e conversou com o pro – reitor de planejamento da UEPB que disse ser um evento que contempla aquela universidade que vem se atualizando nas diversas discussões e áreas profissionais. “Sem dúvida nenhuma, prá nós da UEPB, e principalmente para o Campus II de Lagoa Seca, representa um marco na vida, na existência desse campus, por várias razões: uma delas pelo fato de nós estarmos fazendo o primeiro grande encontro de agroecologia; segundo porque de fato o grupo de agroecologia conseguiu aglutinar pessoas e instituições muito importantes que trabalham na mesma linha”, explica aquele educador citando nomes de empresas e organizações parcerias e ao mesmo tempo citando as ações da Universidade voltadas ao desenvolvimento da região e do país. “Nós estamos hoje discutindo na universidade, por exemplo, o plano diretor para toda a instituição, onde estamos discutindo a questão da água na universidade, questão do uso e reuso da água, a questão da coleta e a destinação dos resíduos sólidos, não só do lixo tradicional, mas do resíduos de um modo geral nós trabalhamos também com resíduos químicos, resíduos hospitalares de alguma forma na área de saúde, estamos discutindo alternativas de energia também para o campo, discutindo alternativas ligadas a transporte, ao uso racional da energia, a captação de água então tudo isso está sendo discutido hoje dentro da universidade. Nós temos hoje um mestrado voltado para agroecologia e sustentabilidade, temos um mestrado em meio ambiente, então acreditamos que não só a graduação em agroecologia, mas a UEPB como um todo hoje já se inserem efetivamente no campo da pesquisa, da ciência voltada para a questão do semiárido, da sustentabilidade”.

Shyrleide Alves dos Santos, é professora daquela casa de ensino e presidente do Congresso, disse que foi um evento enriquecedor que dará um novo momento para os setores do ensino, pesquisa, extensão e da produção que se voltarão para o uso das ações da universidade com ênfase na produção agroecológica. “Eu acho que a agroecologia é que a gente tem como esperança pra um futuro melhor, a forma como está a gente já vê que não dá certo, a forma com o solo vem sendo tratado, como as plantas vêm sendo tratadas, como o meio ambiente como um todo vem sendo tratado é uma forma que a gente viu que não está dando resultado e a agroecologia surge com essa proposta inovadora de sustentabilidade, de integração entre o meio ambiente e o homem”.

Francisco Loureiro é professor coordenador do curso de agroecologia e ao conversar com os ouvintes do Programa Domingo Rural, disse que todos os componentes estavam felizes pela realização do evento que soma no processo de integração entre a própria universidade e a sociedade camponesa. “Vamos tentar ampliar ainda mais a participação dos agricultores porque eles é que são realmente os principais atores quando a agente fala de agroecologia, nós somos o suporte, mas os principais atores são os agricultores são os agricultores que estão lá com a mão na massa plantando para que a gente possa chegar na feira e ter lá nossa tomate orgânica, nossa verdura orgânica, nossa fruta com segurança”.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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