Uso do biodigestor economiza lenha, dinheiro e já é usado no preparo dos produtos do PAA

Mais uma família está sendo beneficiada com o uso do gás de cozinha a partir do biodigestor que está sendo alimentado com o esterco bovino na proporção de cerca de uma lata de 20 litros por outra lata de água para o processo de decomposição e preparo do gás.

Desta vez a família visitada foi a do agricultor Francisco Vital Batista, Chico Cassimiro(foto), residente na comunidade Canoa de Dentro de Pedra Lavrada, Curimataú paraibano. Ele foi contemplado com um biodigestor a partir de um fundo rotativo organizado pelo Coletivo Regional do Cariri, Seridó e Curimataú com o apoio do Patac, Programa de Aplicação de Tecnologias Apropriadas as Comunidades.

Cassimiro garante que o novo equipamento vem produzindo gás em quantidade suficiente para que a família possa preparar os alimentos durante todo o dia e que a prática já vem causando impacto positivo no orçamento da família e no meio ambiente já que a região passa por um processo de devastação em razão do forte desmatamento o que tem feito com que na região não se encontre vegetação para a queima em forma de carvão e lenha. “É eficiente até demais. Uma porque você evita de pagar esses R$ 37,00 que é o preço do gás na região e outra é que você esfria a cabeça com relação ao gás, fica tranqüilo e eu estou muito satisfeito”, relata aquele agricultor, afirmando que, com o apoio das entidades, foi possível criar a tecnologia e ser referência para a comunidade que já conta com um grupo de mulheres que trabalha o beneficiamento de frutas nativas a exemplo do umbu, caju e pinha.

Aquele agricultor disse que, na fase da construção do biodigestor, a comunidade fazia críticas e não acreditava na conclusão do empreendimento já que era necessário muito esterco de animais para encher o tanque inicialmente, fazendo com que ele recorresse aos criatórios da vizinhança. Ele garante que o equipamento tem auto-eficiência. “Funciona todas essas bocas e o forno cozinha bem, bem mesmo”, explica.

Ele explicou que todos os meses as famílias pagam uma taxa de contribuição para que em seguida outra família agricultora possa ser contemplada e conte com uma tecnologia adaptável a toda a região e afirma que tudo só foi possível graças aos intercâmbios promovidos pelas entidades parceiras para que as famílias conhecessem equipamentos em funcionamento dentre outras ações trabalhadas em unidades rurais de regiões de todo o semiárido. “O intercâmbio pra mim é a coisa que eu aprecio muito, veja que eu viajei para o Ceará, Rio Grande, já fui três vezes ao Pernambuco, já fui à Bahia e o intercâmbio é mais uma experiência que eu vejo que a gente tem muito proveito”.

“Há uma dificuldade para carvão e lenha, você vê que não se vê mais lenha na região e o metro de lenha é R$ 15,00 e com um biodigestor você está tranqüilo”, disse o agricultor fazendo um convite para que as famílias se agreguem no movimento da agricultura familiar que objetiva envolver o número maior de famílias nos projetos sustentáveis.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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