Festival da colheita do algodão agroecológico aponta perspectivas para 2009

Setores diversos da economia, pesquisa e educação paraibana estiveram presentes no primeiro dia da I Festa do da Colheita do Algodão Agroecológico, abertura que aconteceu na manhã da quarta-feira(18/12) no Clube Oásis na cidade de Remígio.

Participaram empresários, estudantes de escolas agrícolas e universidades, pesquisadores e agricultores experimentadores que discutiram as ações relacionadas aos novos momentos porque passa a produção de agricultura algodoeira diversificada que vem proporcionando produção e produtividade de algodão branco e colorido sem o uso de produtos venenosos e agroquímicos capazes de impactar de forma negativa ao meio ambiente a e saúde das pessoas produtoras e consumidoras.

Para o representante do Projeto Dom Helder Camara, Fábio Souza, o primeiro dia de encontro foi muito proveitoso por ter sido espaço de contato com as práticas e manejos agrícolas e de contato com os compradores do algodão produzido pela agricultura agroecológica de todo o Estado da Paraíba. “Está surgindo bastante demanda com a procura do algodão orgânico, então está sendo muito bom e também as experiências dos agricultores estão enriquecendo muito o nosso trabalho e o trabalho dos agricultores desta região e do Cariri paraibano.

Para a empresária paraibana no ramo de beneficiamento do produto, Maysa Gadelha, a Rede Paraíba de Algodão Agroecológico está se mostrando cada vez mais forte e a realização do evento é a cada ano mais importante por assumir o papel de aglutinar os produtores, pesquisadores e compradores em torno das experiências, trocas das experiências e disseminação das tecnologias aplicadas flechando ano de 2008 com um processo propositivo para o ano agrícola de 2009. “Prá nós da Coopnatural que estamos desde o início nesse processe, realmente a evolução é fantástica, então cada vez mais agricultores querendo se engajar no movimento agroecológico se engajando por causa de resultados, que dizer, tanto os empresários que estão aqui para comprar como os agricultores que estão aqui pra vender percebem que o crescimento é em razão do resultado e esse resultado é o mercado”, argumenta Gadelha.

Já o empresário pernambucano no ramo de fiação, Oscar Rache Ferreira, disse ter participado pela primeira do encontro e percebe que a experiências dos agricultores e entidades paraibanas estão no caminho certo, acreditando tratar-se de uma experiência de resultados positivos que envolve uma cadeia ampla e que será de fundamental importância para a retomada do crescimento já que o algodão tradicionalmente tem representado suporte importante para o espaço econômico e social da região semi-árida dos Estados nordestinos. “E é por isso que nós estamos aqui para nos encontrar com as pessoas, ver de que forma a gente pode somar nesse movimento que é extraordinário”, comenta.

Marenilson Batista da Silva é delegado do desenvolvimento agrário no Estado da Paraíba e em entrevista ao Stúdio Rural falou sobre a importância das ações integradas na agricultura familiar agroecológica no contexto sócio-ambiental. “Na verdade nós estamos vivendo um momento de transição aqui no país, transição com nova maneira de fazer política onde as pessoas participam ativamente e ao mesmo tempo a reconvenção de público que parte de uma agricultura que danifica o meio ambiente, que usa veneno e passa a conhecer a experiência agroecológica e dizer: isso é bom também pra mim, não somente agricultores mas também técnicos, ou seja, nós também num processo de reconvenção das pessoas para um modo de vida diferente, um modo de vida agroecológico sem veneno com respeito a gênero, com respeito a diversidade e com respeito as pessoas”, argumenta Batista.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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