Agricultor queimadense evidencia avanços produtivos com apoio das entidades do Pólo da Borborema
Está organizado em associações e entidades de agricultores é o segredo do sucesso de muitos agricultores em toda a região semi-árida brasileira e os intercâmbios são os instrumentos que as famílias de agricultores têm para medir os avanços apresentados em muitas propriedades rurais em por todo o Nordeste.
A afirmativa é do agricultor Familiar Antônio Tavares, residente no Sítio Catolé de Queimadas, distante 30 quilômetros de Campina Grande, justificando que um grande exemplo desses avanços é ele e a família que ao começar fazer parte da Associação de Moradores daquela comunidade e do Sindicato dos Trabalhadores daquele município, logo passou a conhecer casos de sucesso através de encontros promovidos por essas entidades.
A partir da participação junto as entidades de agricultores do Pólo em 2003 ele disse que começou a desenvolver as experiência conhecidas nas visitas de intercâmbios e apoiadas pelo Pólo Sindical da Borborema e garante que com isso a propriedade conta hoje com uma estrutura de ampla relevância para a convivência com a realidade semi-árida. É importante porque a gente aprende muitas coisa, eu aprendi muito com os intercâmbios e na comunidade sou presidente da associação e sou responsável pelo Banco Comunitário de Sementes criado pelo Sindicato e o Pólo em 2004 e tenho um bocado de coisas, tenho barragem subterrânea, tenho silo e fui o primeiro a fazer silo na localidade, tenho ordenhadeira, os animais no verão estão no limpo e no inverno estão não ficam no molhado num trabalho que fui incentivado por um técnico da Emater, tenho muitas experiências boas, inclusive sou responsável pela comissão de cultivos ecológicos do Sindicato em Queimadas e agora tenho uma filha que fez técnico agrícola e está fazendo agroecologia na Universidade e vou ter o assessoramento dela que está bem interessada, comemora o agricultor dizendo que a prática de vida em associação é algo que passa de um membro para outros da família e de membros de famílias das comunidades.
Tavares garante que ampliar a diversidade de cultivos e inovar nas tecnologias adaptáveis foi uma das grandes saídas para envolver toda a família que antes buscava como alternativa os grandes centros urbanos e que na atualidade já desenvolve ações geradoras de renda em todas as épocas do ano. Guardar ração antigamente parecia coisa de doido e hoje eu tenho ração guardada pra dar aos animais, só lá pra o mês de janeiro é que eu vou abrir, é a solução para o semi-árido pra gente que quer criar uns bichinhos já que você guarda e se não quiser abrir a ração fica para o outro ano guardada com toda a proteína, ensina o agricultor.
Ela salientou que uma obra isolada não vale para gerar desenvolvimento na propriedade. A ação isolada não vale. Está presente a barragem subterrânea, a silagem, cisterna e eu tenho uma cisterna pra 50 mil litros de água, e canteiro alternativo, a gente tem que ter um conjunto pra não ter que viver só da agricultura de forma que a gente tem que criar uma vaca, uma porca cevada, a mulher criar uma galinha de capoeira, tem que ser um produto completo porque você não depende só de uma coisa, complementa o agricultor, lembrando que nos dias atuais o crédito do Pronaf faz a diferença e quando o agricultor tem um projeto claro fica mais fácil ter resultados positivos na agricultura.
Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural




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