Embrapa avalia consórcio de leguminosa e gramíneas para o ambiente e pecuária
Avaliar o consórcio do guandu, com o sorgo e milheto é o objetivo do II Workshop sobre Alternativas Tecnológicas para Convivência com o Semiárido que a Embrapa Semiárido de Petrolina estará realizando mo próximo dia 06 de janeiro, evento organizado numa parceria daquela casa de pesquisas com entidades parceiras da Bahia e de Pernambuco e destinado aos agricultores familiares, assentados de reforma agrária e técnicos com atividades vinculadas à extensão rural em organizações não governamentais e instituições públicas daqueles dois estados.
A informação é do assessor de comunicação daquela unidade de pesquisas, Marcelino Ribeiro, ao dialogar com a equipe do Programa Domingo Rural, justificando que, segundo o pesquisador daquela casa, engenheiro agrônomo, Francisco Pinheiro de Araújo, as gramíneas (sorgo e milheto) e a leguminosa (guandu) têm características que, ao serem cultivadas juntas, se ajudam mutuamente a crescerem no ambiente quente e seco, e de chuvas irregulares, do sertão nordestino. Ele explica que o guandu explora melhor o solo devido à capacidade de suas raízes buscarem maiores quantidades de nutrientes nas camadas mais profundas da área onde está cultivado. Além do mais, esta espécie é capaz de absorver, de forma biológica, o nitrogênio (N) que existe na atmosfera e o deixa disponível no solo para as gramíneas o absorverem. O nitrogênio é um nutriente essencial para o crescimento das plantas, explica aquele jornalista, citando outra vantagem apontada pelo pesquisador que é como o guandu e as gramíneas crescem em ritmos diferentes, elas mantêm o solo sempre com cobertura vegetal tendo um efeito ambiental importante, pois evita que as chuvas ao escorrerem, carreguem os nutrientes da área plantada.
Ao dialogar com Domingo Rural aquele assessor informou que, de acordo com Francisco Pinheiro, o guandu é uma espécie hábil em produzir em solos com déficit hídrico e de baixa fertilidade, que o teor de proteína e de fibra bruta na massa seca das folhas dessa planta é estimado em 22% e 42%, respectivamente e que são características que apontam a leguminosa como forrageira de alta qualidade para ampliar os níveis de produção e de sustentabilidade dos sistemas de criação pecuária do sertão nordestino.
Ribeiro informou ainda que o II Workshop vai avaliar as vantagens de consorciar as espécies e que na programação está prevista uma palestra de Francisco Pinheiro sobre Alternativas tecnológicas para a convivência com o semiárido, e outra da professora Rosa Guedes, da Universidade da Filadélfia, acerca de O cultivo consorciado de guandu, sorgo e milheto. Em outra parte do evento, os participantes visitarão uma área de demonstração de tecnologias de convivência com o semiárido da Embrapa, relata o jornalista, acrescentando que eles também irão conhecer a fazenda Marizinho, no município de Lagoa Grande (PE), onde um trabalho baseado em métodos participativos tem apoiado testes de adaptação de várias tecnologias às condições econômicas de pequenos agricultores.
Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural




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