Sindicalistas rurais discutem direitos previdenciários para agricultores paraibanos

Representações de agricultores familiares do Compartimento da Borborema estiveram reunidos com a gerência do INSS de Campina Grande e João Pessoa, respectivamente, através do gerente Roberto Marques e Socorro Brito.

O evento aconteceu na manhã desta quarta-feira(16), no auditório do INSS, em Campina Grande e contou com a participação de representantes dos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais da cidade de Queimadas, Solânea, São Sebastião de Lagoa de Roça, Casserengue, Arara, Matinhas, Puxinanã, Barra de Santana, Alcantil, Montadas, Massaranduba, Esperança, Aroeiras, Fagundes, Alagoa Nova, Barra de Santa Rosa e Lagoa Seca.

O encontro, liderado pela Federação dos Trabalhadores da Agricultura do Estado da Paraíba, teve o objetivo de discutir e questionar a realidade pela qual passa os trabalhadores rurais na hora de requerer a aposentadoria já que o índice de indeferimento é muito alto.

Stúdio Rural compareceu ao local e conversou com o presidente da FETAG, Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado da Paraíba, Liberiano Ferreira de Lucena; presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais da cidade de Queimadas, Maria Anunciada Flor Barbosa Morais; representante do Pólo Sindical do Compartimento da Borborema, Manoel Antônio de Oliveira, Nequinho; e o gerente do INSS em Campina Grande, Roberto Marques que falam sobre a importância da reunião e as decisões tomadas por parte de todos os participantes.

Para Liberiano Ferreira de Lucena, a previdência Social sempre tem sido um grande problema para os trabalhadores rurais no que diz respeito a concessão de benefícios e afirma que tem sido difícil por parte dos agricultores na busca de seus benefícios provar sua histórica luta na produção rural e que o encontro foi de fundamental importância para criar um sentimento crítico para que tipo de Previdência a sociedade precisa e quer. “O nosso objetivo aqui em discutir a Previdência Social e a gerência de Campina Grande e João Pessoa é tentar diminuir esse índice de indeferimento de benefícios, esse é o nosso grande objetivo, sabemos que os servidores têm medo de conceder um benefício, depois lá na frente um auditor chegar e dizer que não é possível, que está ilegal”, lamenta Liberalino, dizendo acreditar não ser justo que o trabalhador rural que trabalha 50, 60 anos ficar com 5, 6 anos em busca de reconhecimento de seus direitos, e que seria preciso que representantes do INSS fizessem algo no sentido de que a sociedade soubesse mais a cerca de seus direitos.

Para o representante do Pólo Sindical da Borborema, Manoel Antônio de Oliveira, Nequinho, é necessário que os representantes do INSS juntem-se aos movimentos da agricultura regional para esclarecer as famílias a cerca da função e dos direitos previdenciários da sociedade, esclarecendo, inclusive, sobre o porque do indeferimento de cada agricultor ao tentar conseguir sua aposentadoria. “A nossa proposta está no documento, caso continue do jeito que está a situação, então nós infelizmente somos obrigados a tomar outras iniciativas, talvez levando os agricultores e fazendo grandes ocupações até que o Ministério da Previdência Social se pronuncie”, antecipou Nequinho.

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais da cidade de Queimadas, Maria Anunciada Flor Barbosa Morai, disse que são inúmeros os problemas relacionados ao INSS quando se refere aos direitos dos agricultores e agricultoras, que têm negados os seus direitos depois de tanto tempo dedicado a produção rural e a contribuição junto a Previdência Social. “Até então não vejo parcerias funcionarem na prática, nós não temos tido muito diálogo no dia a dia, foi louvável essa iniciativa agora nesse início de 2008 e nós buscamos mais e mais diálogos e avaliações do trabalho do sindicato para com a previdência porque nós temos tido um nível de indeferimento muito alto style=mso-spacerun: yes>  alegando a falto de comprovação style=mso-spacerun: yes>  da atividade rural dos segurados, ou seja, documentos comprobatórios, nós sentimos muitas dificuldades de conscientizar os trabalhadores rurais a se documentarem por serem pessoas em sua grande maioria leigas”, argumenta a liderança sindical rural.

Já para o gerente local do INSS, Roberto Marques, a idéia é aproximar mais a Previdência Social dos trabalhadores rurais para que a legislação previdenciária que dar direitos a essas pessoas se aposentarem, a ter um benefício de auxílio doença seja respeitado por todos que fazem a previdência, mas que também seja mostrado aos trabalhadores quais são os deveres e requisitos a serem preenchidos por esses contribuintes a exemplo de fazerem suas inscrições no tempo devido, juntar todas as provas para que quando venham tentar um benefício já venham bem documentados. “É uma estrada de mão dupla, a gente vai passar as informações, vai orientar e vai tentar aproximar a Previdência Social da classe trabalhadora, principalmente o público rural que é a maior demanda nossa aqui na gerência Campina Grande e João Pessoa, também para que cada vez mais o estado brasileiro, através da Previdência Social, consiga levar renda de forma honesta, de forma segura para esse público que precisa ter seus direitos reconhecidos e respeitados pela Previdência Social”, justiça Roberto ao dialogar com a equipe Stúdio Rural.

Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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