Ação solidária proporciona aproveitamento forrageiro em associação de Soledade

No Programa Domingo Rural deste domingo(16/11) um dos temas em evidência foi a experiência das famílias de agricultores residentes na comunidade Barrocas, município caririzeiro de Soledade, associadas a Associação de Desenvolvimento da Comunidade Barrocas que no início deste ano conquistou o kit de equipamentos destinado ao desenvolvimento rural e melhoria da qualidade de vida de toda a coletividade.

Domingo Rural entrevistou o vice-presidente daquela associação, Antônio José Borges Ramos(foto), que falou para os ouvintes sobre um projeto conquistado junto ao Projeto Dom Helder Camara do MDA que proporcionou a coletividade equipamentos para trabalhar no armazenamento de forragens, debulha de cereais e plantadeira á tração animal. “Tivemos uma grande vitória em ter um kit completo para os agricultores que é uma ensiladeira, uma forrageira, uma enfardadeira, uma plantadeira á tração animal aí a gente hoje a comunidade já armazenou muita forragem e antes não armazenava por falta de condições financeiras pra pagar uma ensiladeira de trator e de outro tipo. Existia algumas ensiladeiras no coletivo, mas só que essas ensiladeiras eram só duas, quando vinha para o coletivo que é uma região grande com 11 municípios muitas vezes chegava na segunda feira na nossa comunidade pra voltar na quarta-feira com um dia só pra moer a forragem e voltar porque já tinha muita gente a espera dessas forrageiras e, hoje a gente conseguiu trazer alguns agricultores que não tinham costume em armazenar e já se adaptaram, tem muitos lá que armazenaram forragem e estão muito satisfeitos, tem deles que nunca tinham plantado outra coisa além de milho e feijão e esse ano com nosso incentivo para plantar forragem já teve gente que plantou gira-sol, já plantou o sorgo, tudo isso pra enriquecer a forragem”, ilustra o agricultor dizendo ser de fundamental importância as famílias de agricultores estarem organizados em associações para que possam elaborar projetos e conquistar estruturas através de recursos de governos e instituições e que somam no processo de desenvolvimento da região.

Ele disse que com o apoio do Patac e do Coletivo de Educação Solidária já vinha fazendo um trabalho com suporte e ações integradas o que tem refletido na mudança de rumo de toda a comunidade e com a chegada de novos equipamentos a tendência é de em anos seguintes aumentar a capacidade de suporte forrageiro na comunidade, aumento no número de rezes e conseqüentemente na capacidade de produção de carne e leite.

Ele explicou aos ouvintes do Domingo Rural em Rede como a entidade fez junto as entidades de agricultores para a conquista dos recursos e equipamentos e disse que com a aprovação e chegada dos equipamentos o número de associados logo aumentou já que um critério de organização é que os benefícios cheguem inicialmente para os membros da comunidade integrantes da associação local explicando como é feito a cobrança pelos serviços prestados. “É o seguinte: a debulhadeira a gente cobra uma conga de dois quilos por saca de 60 quilos, esses dois quilos vai servir pra reforçar o banco de sementes da comunidade e também na hora que acontecer um prejuízo na máquina, uma peça que acabar, seja ou que for, a gente tem recursos para manter ela. A ensiladeira, esse ano como foi o primeiro ano e a gente achou melhor cobrar dos sócios só o óleo e quando a máquina está parada aparece pessoas com interesse que a gente vá fazer uma silagem dele, aí a gente cobra R$ 20,00 por hora e mais o transporte por ter que levar a máquina para a sociedade do cara”, exemplifica Borges, acrescentando que com isso as pessoas da comunidade estão cada vez mais convictas da importância de está associada.

“Quem não fez esse, ano que vem se chover já é garantido ele fazer porque eles viram numa demonstração que fizemos lá no meu sítio, onde moemos uma parte de sorgo, outra de capim elefante, outra com palha de milho e outra de gira-sol pra os agricultores e os sócios verem como é que era processada essa forragem e quando eles viram isso aí já começaram a dizer: o caminho certo é aqui. Aí eu fui mostrar um cano de milho bem grosso prá eles verem de que jeito ficava, só aquele pó branco misturado com o verde aí eu fui mostrar pra eles o quanto a gente era de costume fazer: plantava o milho, quebrava a espiga e deixava a palha do milho lá no roçado pra o vento carregar a folha e deixar só a cana do milho seca e os animais não achavam nem o que comer quebrava e deixava ali, aí eu perguntando style=mso-spacerun: yes>  aos agricultores neste dia, digo quem foi de vocês que nunca juntou cana de milho pra queimar no final do ano pra limpar o roçado? Eles disseram: todos nós aqui já fizemos isso”, explica Antônio Borges ao dialogar com os ouvintes do Domingo Rural em Rede conexão entre Rádio Serrana de Araruna AM 590 kHz, Rádio Cultura de São José do Egito AM 1.320 kHz e Rádio Independente do Cariri 107,7 MHZ.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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