Agricultor de Queimadas faz intercâmbio no Estado de Pernambuco e evidencia cisternas telhadão

Agricultores familiares do Pólo Sindical e das Entidades da Agricultura Familiar da Borborema participaram de um intercâmbio no Estado de Pernambuco, durante os dias 26 e 27 de setembro, para conhecer unidades familiares da agricultura agroecológica com utilização de Cisternas Telhadão. Assa modalidade consiste na utilização de um telhado grande onde a água cai da chuva, bate no telhado e escorre para um cisternão com capacidade para acumular 52 mil litros de água.

Antônio José Araújo, Biló, (foto) é agricultor residente na comunidade Furnas de Queimadas e, juntamente com agricultoras e agricultores do Pólo Sindical participou do encontro e, juntos, visitaram unidades rurais na comunidade Cumarú, município de Caruruú, Agreste pernambucano e conheceram experiências com a diversidade agroecoógica além de conhecer de perto o modelo de produção das famílias e a forma de como as famílias estão conquistando o mercado com o produto excedente do processo da segurança alimentar. “Eu achei incrível porque eu vi o que nunca tinha visto em minha vida, gostei demais das reuniões que foram maravilhosas já que lá eles receberam a gente e não faltou nada”, explica dizendo das vantagens de ser sindicalizado.

Ele falou que uma das tecnologias sociais visitadas e observada foi o cisternão telhadão em razão de sua praticidade e utilizada no consórcio do conjunto das ações desenvolvidas na diversidade da agroecologia. “É um telhadão maravilho em que fica o galpão pra gente criar galinha se quiser, pode fazer um galpãozinho pra criar carneiro dentro e principalmente naquela sombra ele fez sistema em que está plantado coentro, está plantado alface e você que é um lugar seco que deu certo”, explica Biló ao dialogar com os ouvintes das emissoras parceiras. “O telhadão é melhor do que o Calçadão porque o Calçadão é bom, mas pode rachar, já no telhadão serve o galpão e a água cai em cima do telhadão e cai na cisterna e fica o galpão pra criar outra coisa”.

Biló disse que acredita que a nova tecnologia chegará para o município de Queimadas e espera ser contemplado com a nova modalidade. “Meu amigo, lá é um Cariri maior do mundo, a gente vive aqui na riqueza meu amigo e a gente não sabe, é o que Anunciada fala aqui que a água vem, mas a gente não segura, isso não pode, todo tempo é seco. Mas se a água vir e tiver em que segurar a água isso aqui é uma riqueza e vai dar de tudo na terra da gente” explica em entrevista evidenciando diversas outras tecnologias observadas durante o intercâmbio financiado pelo sindicato em parceria com as entidades do Pólo Sindical da Borborema.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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