Agricultor retoma plantio do alho em Cabaceiras após capacitação por entidades

Após capacitação promovida por entidades de agricultores, produtores rurais da Comunidade Ribeiras de Cabaceiras estão voltando ao plantio da cultura do alho de forma orgânica e agregando valor ao processo de beneficiamento e com venda direta ao consumidor.

Na segunda metade do século passado, a comunidade chegou á trabalhar com cerca de 200 produtores envolvidos na produção da cultura mas por diversas razões o número de produtores e mais recentemente caiu para apenas 06 famílias de agricultores.

Eles afirmam que a prática agrícola empreendida associada ao uso de defensivos, degeneração da semente e práticas incorretas do solo levaram a produção a um nível de produção que inviabilizou a produção da cultura fazendo com que as famílias de agricultores migrassem para o artesanato coureiro.

Stúdio Rural conversou com o agricultor familiar Genário Janúncio de Farias, que informou sobre o trabalho desenvolvido pelas entidades de agricultores locais, através da ARPA, Associação dos Produtores de Alho da Comunidade de Ribeira, financiadas com recursos do MDA, Ministério do Desenvolvimento Agrário e do Projeto Petrobrás Fome Zero, ação que vem fazendo com as famílias voltem ao desenvolvimento da cultura. “Atualmente já são 26 famílias de agricultores trabalhando a cultura de alho”, comemora.

Genário informou que no ano de 2006 as entidades parceiras promoveram um intercâmbio de agricultores à cidade de Jacobina no Estado da Bahia para conhecer o trabalho desenvolvido pelas famílias de agricultores naquele estado, que a Embrapa viabilizou sementes de alho com genética melhorada e que as famílias passaram a trabalhar com práticas conservacionistas de solo associada ao uso de produtos naturais de convivência com os insetos o que fez com que houvesse interesse por parte das famílias de agricultores e dos consumidores. “O que eu vi lá é que o plantio de alho é completamente diferente do nosso aqui, agora nós vamos tentar fazer como eles plantam lá, que o jeito que eles plantam lá é muito diferente”, relata Genário, esclarecendo que o espaçamento mais aberto é uma das práticas a ser utilizada, prática que facilita a entrada de ar e de sol na cultura evitando o mofo dentre outras doenças. “Nós trabalhávamos sem nenhum acompanhamento técnico, agora esse pessoal que está trabalhando aqui acho que as coisas estão mais fáceis pra gente trabalhar”, completa o agricultor, referindo-se ao trabalho desenvolvido pelas entidades parceiras.

O Nim, a urina da vaca dentre outros produtos naturais estão sendo utilizados pelo agricultor com resultados eficientes. “Quando ele já está atacado nós colocamos o Nim”, justifica, explicando que as famílias pegam cerca de um quilo de folha do Nim, colocam pra secar a sobra durante dez dias, quando moem as folhas em um liquidificador deixando na água durante cerca de 30 minutos, coam o produto, colocam no pulverizador e distribuem diretamente na cultura. 

Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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