Pesquisadores apostam na cultura do Sisal como alternativa para agricultura familiar

A cultura do Sisal tende a ser uma das culturas a ser trabalhada pelas famílias de agricultores em toda a região semi-árida brasileira, especialmente a região Semi-árida paraibana. Para os pesquisadores da Embrapa Algodão a cultura tem potencial para voltar a ser produzida em todas as microrregiões secas do Estado da Paraíba em razão de já ter tradição no cultivo da cultura e graças a ampla utilidade dos subprodutos da cultura sisaleira.

Para o pesquisador da Embrapa Algodão Campina Grande, Odilon Reny Ribeiro, o sisal é cultura de fundamental importância, especialmente, para a agricultura familiar já que, tradicionalmente, a cultura foi utilizada como suporte às culturas de subsistência e, atualmente com o advento do artesanato e as diversas formas de uso e agregação de valor, a cultura passa a ser motivadora de maior interesse por parte das famílias de agricultores de toda a região. Ribeiro diz ser de fundamental importância poder utilizar o rádio enquanto meio de extender conhecimentos desenvolvidos através de pesquisa e chegar até as famílias de agricultura, referindo-se ao trabalho feito pelo Stúdio Rural através da Rede de Emissoras, compartilhando informações de forma clara, firme e objetiva. “O sisal é uma alternativa de cultura muito importante. Foi, é e será cultura de muita importância para a região semi-árida. Já fomos o maior produtor, atingindo uma área de 80 mil hectares nos anos 1970 a 1980 e a medida que foi passando o tempo tivemos a área de produção reduzida e a Bahia assumiu o perfil de maior produtor”, disse Ribeiro, acrescentando que hoje temos em torno de 10 mil hectares em regime de extrativismo no estado, não deixando de ser cultura de importância fundamental para o Estado da Paraíba.

Para o pesquisador da Área de Comunicação Empresarial daquela unidade de pesquisas, Waltemilton Vieira Cartaxo, a ausência de políticas públicas para o desenvolvimento da cultura representou fator limitante no passado para a continuação sisaleira, associado à concorrência dos produtos sintéticos (nylon e outros), associado a falta de garantia de preços mínimos que atendessem os interesses dos produtores, lembrando que no governo de Fernando Henrique Cardoso o produto ficou congelado ao preço de R$ 0,37 por quilo durante oito anos, tendo um acréscimo para R$ 0,86 e posteriormente para R$ 0,96 no governo Lula e dado a demanda, o mercado tem ofertado preços acima dos R$ 0,96. Ele disse acreditar no aumento da área de produção em razão dos preços compensadores, ampla utilização dos subprodutos, resistência ao clima, adaptação aos solos e a capacidade de produção em cultivos diversificados.

Cartaxo informou que o sisal é cultura de forte importância econômica na região do sertão da Bahia polarizada pela cidade de Valente, gerando emprego e renda para um número elevado de famílias de forma direta e indireta.

Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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