Agricultora explica eficiência de fogão ecológico na agricultura do Pólo Borborema

“O que me chama a atenção é em, primeiro lugar, várias coisas me chamam a atenção, mas uma das coisas que me chamou a atenção como primeira vez é a estrutura que a família tem pra montar e instalar o fogão, porque aqui a gente percebe nesta experiência que a gente está vendo que foi montado agora assim e que a família pode montar esse fogão em qualquer espaço em sua cozinha onde seja melhor, onde seja favorável a família. Outra coisa que me chamou a atenção é a cinza, porque geralmente puxa a cinza com a mão e neste fogão já vem a estruturazinha da gente por a lenha e quando acabar de queimar, a gente puxar a estrutura e pegar a cinza, isso é uma coisa também que chamou a atenção. A outra coisa que chamou a atenção é o tamanho do fogão, ele cozinha duas panelas ao mesmo tempo, diferente do tradicional, a gente cozinha duas panelas, mas a primeira cozinha primeiro a de trás cozinha depois e neste ele vai cozinha da mesma forma igual, a quentura desse fogo ele muito mais quente do que o nosso fogão tradicional, nosso fogão tradicional quando vem esquentar mesmo a panela ele já tem queimado”.

Esse é argumento da agricultora familiar agroecológica, Maria do Céu Batista de Santana, residente na comunidade Videl, município de Solânea, Curimataú paraibano, que ao dialogar com os ouvintes do Programa Domingo Rural deste domingo(26/12) falou sobre os fogões ecológicos, tecnologias patrocinadas pelo Programa Petrobrás Ambiental através do Projeto Agroecologia na Borborema e que estão sendo adotadas pelas famílias agricultores dos municípios do Pólo da Borborema. “Bastante interessante a experiência que está vindo aqui para o Pólo da Borborema pra que as mulheres possam ter mais oportunidade de ter suas refeições feitas com o mínimo de tempo possível e eu acredito que com as experiências que nós estamos tendo aqui hoje nesta reunião para conhecermos com certeza as mulheres vão ter essa vantagem em ter um novo fogão que vem trazer esses benefício”, explica a agricultora.

“O recado que eu deixo, que o Pólo deixa, que os sindicatos deixam é que a partir do momento que a gente faz visita de intercâmbio, faz discussões regionais, faz discussões municipais tanto das experiências dos fogões, mas também de outras experiências como a gente já tem de consórcio de palma para as pequenas criações como também as cisternas que vem favoerece o benefício de água, então tantas outras ações que nós temos, acho que essa é uma das que vem transformar o meio ambiente na redução do desmatamento da tirada da lenha para cozinhar , então para as famílias a gente deixa o recado que elas olhem pra outras famílias e que percebam a importância desse fogão que chega como experiência, então vai reduzir os problemas na questão da saúde como falei no começo, as mulheres que vão está adquirindo esse fogão, elas vão perceber isso na medida que elas estiverem utilizando do mesmo. Então o recado que a gente dá é que as famílias se organizem, que pensem no meio ambiente de como a gente vai proceder, porque é uma discussão que volta para o arredor de casa, onde é um fogão que chega pra sua cozinha, mas que ela tem toda uma discussão do arredor de casa, do manejo e organização da família ao redor de casa não deixando garrafa peti ao redor de suas casas”, compartilha a agricultora.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

Deixe seu comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Campos marcados como (obrigatório) devem ser preenchidos.

Newsletter

Através da nossa newsletter você ficar informado, o informativo do estudo rural já conta com mais de 20 mil inscritos, faça parte você também.

Back to Top