Agricultores abandonam cultivo do algodão em consequência de preço do produto e Covid-19 no Sertão paraibano

As famílias agricultoras produtoras de algodão orgânico dos municípios da região de Princesa Isabel, Sertão paraibano, componentes do Projeto Algodão Paraíba, abandonaram o cultivo da cultura nesta safra 2021.

Eles garantem que os alto custos com trabalhadores associados aos perigos da doença Covia19, os preços atrativos de culturas como milho e feijão que oferecem melhores condições nos tratos culturais, além dos baixos preços da pluma do algodão são os principais motivos para a migração dessas famílias que tiveram resultados relativamente positivos nas safras 2019 e 2020.

Um exemplo dessa migração é a família do agricultor Salustriano de Oliveira Leite, Salu, do município de Água Branca, região de Princesa Isabel. Ele assegurou que plantou milho, feijão e palma forrageira e diz que fatores diversos desestimularam as famílias empreendedoras que optaram por outras culturas alimentares e de renda. “Na roça que eu plantava algodão eu plantei só milho, estamos com a esperança de que vamos lucrar e acho que essa região de Princesa aqui eu acredito que ninguém plantou algodão não por conta dessa pandemia que descontrolou tudo, aí vem a empresa que também não aumentou os preços e paga o mesmo preço já no terceiro ano que a gente planta, então todo mundo desanimou porque as coisas subiram tudo numa crise no Brasil inteiro em que subiu tudo, então os produtos da gente eles não valorizaram. Eu mesmo achei que não estava sendo valorizado meu trabalho e decidi não plantar mais, no município aqui de Água Branca ninguém plantou”, explica ao dialogar no Domingo Rural. 

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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