Milho e feijão em alta tira de cena o algodão Paraíba para famílias produtoras no Sertão, diz empresária

Famílias agricultoras dos municípios da região de Princesa Isabel, no Sertão da Paraíba, que vinham plantando o algodão dentro do Projeto Algodão Paraíba, deixaram de plantar a cultura nesta safra 2021 apontando alguns fatores para migrar com destino ao cultivo do milho, feijão e palma forrageira( Clique e leia ).

Para a empresária paraibana Maysa Motta Gadelha, compradora e beneficiadora do produto e parceira no projeto, o fator mais possível é a elevação dos preços do feijão e do milho em todo o território nacional motivada pela queda na produção em mercados internacionais já que a justificativa da falta de reajuste do algodão não se justifica considerando que houve elevação dos preços por parte dos empresários compradores do algodão dentro das discussões coletivas nas parcerias. “Nós fizemos o reajuste de preços sim, de R$ 2,40 foi para até R$ 2,75 o quilo de rama, então o reajuste foi feito acima de qualquer índice que a gente tenha por aí. O problema é que pegar o preço do milho e do feijão fica difícil a gente concorrer com esses dois produtos que estão num preço absurdo totalmente fora da curva”, explica ao dialogar com Stúdio Rural.

Gadelha disse acreditar numa redução de safra, não em razão do preço do algodão, mas em consequência dos elevados preços do milho e do feijão que provocou a migração de famílias como estratégia de melhorias de ganhos imediatos. “Eu não posso balizar o preço do algodão pelo preço do ouro, eu não posso balizar o preço do algodão com o preço do milho, são mercados diferentes com preços diferentes. Eu acho que vai ter diminuição, mas não por falta de reajuste porque o reajuste houve e isso você poder ver com a diretoria da Empaer, agora a gente não tem como trabalhar com a super valorização de outros produtos”, reafirma justificando que a relação de confiança das parceiras com os produtores é diferenciada quando comparada com outros produtos nos diversos mercados. “O que acontece com esses produtos é que qualquer ação internacional, por exemplo super safra nos Estados Unidos, o preço do milho vai lá pra baixo, uma super safra de feijão lá no sul da Bahia, o preço do feijão cai, e do algodão não cai, está mantido em contrato”, explica dizendo que esse olhar do produtor pode ter sido vislumbrado no imediato e que fica espaço para a melhor discussão de sustentabilidade e construção de cadeias sustentáveis.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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