Melhor aproveitamento do sisal é tema durante evento dos 46 anos da Embrapa

O cultivo do sisal e as novas formas de aproveitamento de seus produtos foi tema durante um encontro virtual de lideranças, pesquisadores e empresários, promovido pela Embrapa Algodão, dentro da semana de comemoração de seus 46 anos com eventos que aconteceram de 12 a 16 de abril último.

Durante o evento, o pesquisador daquela unidade de pesquisas, Valtemilton Vieira Cartaxo, falou sobre conquistas desenvolvidas pela Embrapa para o processo de fortalecimento da cultura na agropecuária do semiárido. “O desafio da Embrapa é realmente contribuir para que nessa revolução tecnológica nós possamos ter um aproveitamento maior da planta do sisal, como se sabe na folha aproveitamos cerca de 5% da fibra boa e o resto estava sendo jogado fora e a Embrapa tem focado muito aí na questão da Integração / Lavoura / Pecuária, nós temos focado também na questão do aproveitamento do sisal”, explica Cartaxo citando diversas experiências parceiras desenvolvidas com setores de interesse e universidades. “Então o desafio da Embrapa a partir dos anos 1985 foi trabalhar pra isso: desenvolver espaçamento, trouxe o banco de germoplasma do IAC pra cá, abriu parcerias com a Bahia e aqui no Estado da Paraíba e a gente sabe que o Brasil continua forte, graças ao esforço de muita gente que tem trabalhado especialmente no estado da Bahia pra manter a força do sisal como um gerador de empregos”, acrescenta, momento em que fala sobre o suco extraído do sisal que já está sendo utilizado no combate do Aedes aegypti e na saúde da pecuária.

Pesquisador da Embrapa, Manoel Francisco de Sousa evidenciou diversas formas de aproveitamento do sisal nas dinâmicas da agricultura e pecuária explicando que a Embrapa já está em estado avançado de suas pesquisas no processo de melhor aproveitamento dos 95% restantes do sisal através de uma diversidade de utilização dos subprodutos da cultura. “Na Bahia, onde nós temos a maior produção e a maior produtividade, nós temos um quantitativo muito grande de produtores que utilizam já o conhecimento sobre o aproveitamento da mucilagem do sisal, tanto fenado quanto ensilada, nós precisamos avançar tanto nessas questões do aproveitamento do resíduo quanto na questão enriquecimento desse material”, explica ao iniciar diálogo tecnológico.

Antônio de Pádua Chaves da Costa é presidente da Campol, cooperativa sisaleira de Pocinhos-PB, e falou sobre os desafios para a retomada do fortalecimento da cultura em regiões tradicionalmente produtoras no século passado e garante que aqui na Paraíba o maior desafio é a sucessão da mão-de-obra para a manipulação da cultura em campo, mas disse acreditar que as ações serão discutidas para continuar fortalecendo o cultivo do sisal associado a cadeia produtiva da pecuária.  

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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