Agricultores de Queimadas reclamam omissão na recuperação de estrada e contabilizam prejuízos

Verdadeiro estremecimento nas relações entre as famílias agricultoras residentes no sítio Catolé de Queimadas é o que registra-se desde que foi lançado a proposta de mudança do local de passagem do caminho que já existe há mais de cem anos e que desde o mês de outubro de 2013, após as famílias tentarem fazer a recuperação e serem informadas pelo proprietário de uma área rural da passagem de que não mais permitiria a continuação do trânsito no local, propondo mudança para uma outra área de sua propriedade, o que gerou verdadeiro conflito nos ânimos e relações dos moradores daquela localidade.

Conforme matérias trabalhadas e veiculadas por Stúdio Rural, desde o início de outubro daquele ano as famílias vêm buscando solução para o problema via Procuradoria da prefeitura de Queimadas com apoio do Sindicato dos Trabalhadores Rurais e Associação de Agricultores daquela comunidade sem que até agora nenhuma alternativa tenha sido encontrada. As dificuldades enfrentadas por aqueles moradores que sofrem as consequências em razão da falta dos benefícios naquela artéria levou Stúdio Rural a voltar ao local na busca de explicação de como está a realidade das famílias e sobre quais as perspectivas para a execução do trabalho no local.

Na manhã da última terça-feira, 01 de abril, Stúdio Rural voltou ao local, trabalhou a informação no Programa Universo Rural da tarde daquela terça-feira a partir de diálogo e entrevistas com famílias agricultoras que já contabilizam prejuízos por falta de ação por parte das autoridades competentes além de terem acirrados os ânimos por se tratar de uma área com conflitos de interesses já que as famílias pleiteiam a recuperação da estrada e o proprietário de uma área de terras em que passa a estrada impede a passagem a medida que não permite mais a recuperação do caminho, medida tomada baseado na proposta de mudar o local de passagem em sua unidade rural.

Em nova caminhada em companhia dos moradores e representações das entidades dos agricultores e agricultoras, na manhã da última terça-feira Stúdio Rural dialogou e entrevistou agricultores moradores daquela comunidade que atribuem o persistente problema a falta de compromisso da prefeitura em resolver o imbróglio já que dois acordos foram feitos pelas partes sem que nenhuma atitude prática tenha sido executada pelos órgãos da gestão pública municipal, o que tem causado oscilação nas relações das famílias e colocado em risco a vida daqueles moradores que passam a defender seus interesses de forma avulsa.

João Severino da Silva Filho(foto), é agricultor morador naquela comunidade, é exemplo de representação de família prejudicada e foi entrevistado por Stúdio Rural fazendo um histórico da trajetória exercida pelas duas partes nos órgãos da prefeitura municipal, desde o início de outubro do ano passado sem que até agora nada tenha sido feito em benefício dos moradores daquela comunidade. “Começou outubro, novembro, dezembro, janeiro, fevereiro, março, amanhã já é abril e nada das máquinas vir, o prefeito falou que ia fazer, mas até agora nada, e não tem jeito do caminho da gente ter uma melhora não, é uma cantiga de pior a pior”, explica aquele agricultor dizendo que foi longa trajetória com perda de tempo e nenhum resultado positivo em favor da comunidade. “Foram muitas idas e vindas, nós fomos pra prefeitura, da prefeitura fomos para o promotor e a consequência do caminho continua do mesmo jeito, não sai do canto não” explica dizendo ser verdadeiro maltrato, com a atribuição á gestão municipal. “Nada foi feito, está do mesmo jeito e a prefeitura está maltratando a gente neste sentido”, relata aos ouvintes do Programa Universo Rural. “Eu queria que eles olhassem pelo lado da comunidade da zona rural, porque a zona rural precisa de muitas estradas e fazem umas e outras não, que Capoeiras mesmo foi feito a estrada de capoeiras e a daqui ficou no gancho e não sai” alfinetou ao finalizar.

Severina Maria da Silva Borba é também agricultora residente na comunidade e, ao dialogar com Stúdio Rural, disse tratar-se de situação grave porque já não tem como os carros entrarem para prestar qualquer serviço ou benefício para a população a exemplo de carros da feira, carros pipas, carros de praça em geral, ambulância dentre outras e diz atribuir responsabilidade a órgãos da prefeitura municipal em razão dos repetidos acordos verbais e desistências sem que medidas efetivas fossem executadas. “O que aconteceu é que inicialmente a gente ia pagar(serviço das máquinas) particular, ia se juntar quatro irmãos para pagar e fazer a estrada porque achava que a prefeitura não ia fazer e o homem(dono da terra) impatou fazer nossa estrada que tem mais de dez décadas, uma estrada antiga e é o caminho que a gente tem para ida e volta, aí ele disse que ninguém ia fazer e até agora nós estamos aguardando, a máquina(particular) foi-se embora que não ia fazer”, explica dizendo que o conflito começou no mês de setembro e a procura pelo apoio da prefeitura via procuradoria jurídica, dentre outros órgãos, se iniciou em outubro sem que nada tenha andada positivamente até essa data. “Por parte da prefeitura é só promessa, vem hoje, vem amanhã e nunca ninguém veio cá, nunca ninguém veio fazer nada e a gente só esperando, só esperando vai hoje, vai amanhã e era só falando a máquina está em capoeira, a máquina está no Catolé, a máquina está em Sulapa, a máquina está em Riacho do Meio e por aqui não passou” lamenta a agricultora que faz parte da feira Agroecológica da EcoBorborema, em campina Grande, levando linha ampla de produtos agroecológicos da agricultora familiar e diz estar sendo prejudica e teme pela realidade a ser enfrentada nos meses próximos das chuvas que podem levar as famílias a buscarem alternativas que acirrem mais ainda os ânimos entre as partes. “Porque se não fizer, o caso vai ser sério, porque é melhor a justiça tomar conta do que a gente fazer coisa com as próprias mãos, porque se disser: vamos ajeitar a passagem onde se ajunte todo mundo e vá fazer a estrada, aí será um cabra de chibanca, outro de enchada, terminará com a estrada sendo feita, mas é melhor que a justiça tome conta porque a coisa sai como sai”, AR-SA mso-bidi-language: PT-BR; mso-ansi-language: EN-US; mso-fareast-language: SimSun; mso-fareast-font-family: Arial; mso-bidi-font-family: 11pt; FONT-SIZE: ?Calibri?,?sans-serif?; FONT-FAMILY: 115%;>relata dizendo esperar que haja urgência no trabalho. “O que eu espero é que style=mso-spacerun: yes>  o prefeito mande fazer a estrada, nós estamos esperando que o prefeito tome providência e mande fazer a estrada pra gente ter o direito de ir e voltar”.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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