Agricultores ocupam sede do Incra-PB nesta terça-feira e reivindicam compra de imóvel
Aproximadamente 130 famílias de trabalhadores rurais ocuparam a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) na Paraíba, em João Pessoa, por volta das 10h00 desta terça-feira (22).
A informação foi repassada pelo assessor de comunicação da instituição na Paraíba, Jaimaci Martins, justificando que a principal reivindicação dos agricultores é a agilização do processo de compra, pelo Governo Federal, da Fazenda Quirino-Olindina, no município de Juarez Távora, no agreste paraibano, acrescentando que de acordo com o superintendente regional do Incra-PB, Frei Anastácio(foto), a solução do impasse depende de uma resposta da direção nacional do Incra, em Brasília, que deve se reunir amanhã para discutir o caso.
Jaimaci informou que com a ocupação, os cerca de 190 servidores da Autarquia foram impedidos de sair ou entrar no prédio durante quase três horas, que os portões só foram liberados por volta das 13h30 após negociação entre a direção do Incra-PB e uma comissão de agricultores, e a garantia de que os servidores voltariam a trabalhar normalmente à tarde. As famílias, lideradas pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), distribuíram uma carta aberta, explicando que eles lutam pela terra há dez anos. A fazenda Quirino-Olindina tem 901 hectares e foi desapropriada pelo Incra em 1998, mas o proprietário recorreu na Justiça e anulou o processo de desapropriação, justifica o jornalista, evidenciando que já foram realizadas audiências e o proprietário mostrou interesse em vender a terra, que o Incra regional concordou com o que foi acordado na Justiça e enviou o caso para o Incra nacional e que, segundo Frei Anastácio, tudo depende da decisão de Brasília de liberar R$ 1,6 milhão para a compra da fazenda.
Ao contatar com nossa equipe, Jaimaci informou que os conflitos na Fazenda Quirino-Olindina já duram aproximadamente 10 anos, quando o imóvel foi desapropriado pelo Incra e que o caso encontra-se sub-judice desde que a desapropriação foi contestada pelo proprietário e, desde então, os posseiros alguns há 40 anos na fazenda denunciam que vêm sofrendo intimidações.
Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural




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