Agroecologia de três microrregiões paraibanas expõe conquistas de 2012 e compromisso para 2013

Representações de famílias experimentadoras em agroecologia das microrregiões Cariri, Seridó e Curiataú se reuniram na última quinta e sexta-feira(20 e 21/12), em Campina Grande, para fazer um balanço das ações trabalhadas durante o ano de 2012 no processo de estruturação da pequena propriedade rural a partir da implementação de tecnologias a exemplo de cisternas de placas, cisternas calçadão, barragens subterrâneas, barreiros trincheiras dentre outras ações financiadas por ministérios do governo federal dentre outras e assessoradas pelas entidades dos agricultores vinculadas ao coletivo regional.

Maria das Dores Medeiros, Dorinha, é assessora da Emater de Cubati e componente do Coletivo, garante que diversas ações foram trabalhadas naquele município e garante que as práticas terão continuidade no próximo ano no sentido de fazer com que todas as famílias conquistem sua cisterna de placas e as já contempladas possam continuar com a adoção de tecnologias adaptáveis a região semiárida. ”Esse ano de 2012, apesar da seca que foi muito grande, mas a gente fez o nosso balanço enquanto comissão municipal e vimos que tivemos alguns avanços. Por um lado, melhor convivência com a seca porque apesar da mídia passar que essa é uma das grandes seca, mas a gente não sentiu tanto isso porque apesar das cisternas de placas que têm no município ainda tem cerca de 20% das famílias que ainda têm água de beber, as que não têm estão sendo abastecidas com água do carro-pipa, então é assim: a gente conseguiu trabalhar a chegada do P1+2 no município, conseguimos construir 34 implementações individuais e 04 coletivas que vai beneficiar ao todo 78 famílias, conseguimos dar continuidade as missões das sementes fazendo um mapeamento, conseguimos trabalhar uma série de coisas”, explica aquela assessora ao dialogar com os ouvintes de nossos Programas e emissoras.

Aléx Barbosa dos Santos é do município de Santo André e, ao dialogar com nossa equipe, informou que as implementações naquele município estão bastante avançadas e garante que o Projeto Um Milhão de Cisterna já está chegando ao fim já que quase todos os moradores do meio rural já estão contemplados com a água de beber. “Santo André a gente pode dizer hoje que está praticamente universalizado, nós tivemos uma etapa do Programa Um Milhão de Cisternas no ano de 2010 para o início de 2011 e a gente praticamente cobriu todas as famílias, então hoje as famílias que tem acho que se tiver dez famílias tem muito no município de Santo André, então nós temos uma ação aí de mais de 500 cisternas construídas naquele município, mas agora nossa luta é para a água para a produção de alimentos”, explica Barbosa ao dialogar com nossas emissoras parceiras de Domingo Rural e Universo Rural.

Rosimere Santos Oliveira Souto é de pedra Lavrada e, ao dialogar com Stúdio Rural, informou que as ações no município já estão também bem avançadas em atividades e adoção de tecnologias diversas, especialmente as cisternas de placas que estão representando importante papel neste ano de seca. “Já tem muitas famílias atendidas, mas a gente ainda tem várias famílias, mais de 200 famílias que necessitam da água de beber”, explica aquela agricultora dizendo que outra ação importante é o processo de beneficiamento das frutas nativas que são comercializadas localmente após passar por uma agregação de valor no seu beneficiamento. “A gente já vem desde 2008, graças á deus, com o beneficiamento de frutas, e esse ano a gente viu que mesmo não sendo um ano bom de inverno a gente produziu onde a gente vendeu ara o PAA R$ 25 mil reais onde o grupo de beneficiamento vendeu e cada mulher recebeu mais de R$ 2,6 mil de cada uma o que ajudou muito na renda familiar.

José Maciel residente no sítio caiçara de Pocinhos e disse que o município vem bem contemplado com as cisternas de placas com registro de construção de 398 cisternas pelo P1MC, implementação de 110 cisternas de placas pelo Cooperar e está em curso a construção de mais 109 cisternas de placas também pelo cooperar via Governo do Estado da Paraíba. “Então tem tido um avanço nesse sentido de ter ajudado o agricultor a ter a sua água de beber e produzir mais uma alimentação para o consumo humano”, explica acrescentando que a prática das entidades da ASA fazem a diferença já que a dinâmica é conseguir uma cisterna como instrumento inicial de convivência com o semiárido e complementadas com diversas outras tecnologias sociais. “Não adianta negar, mas infelizmente os programas do governo do estado tem aquela reunião só com as direções das associações, mas não tem diretamente uma mobilização e organização como tem os junto a ASA”.

Rogéria campos de Morais reside em Soledade e informou que as entidades do Coletivo realizaram encontros e reuniões durante todo o ano de 2012 e agora fez um balanço da aplicação de tecnologias e das políticas públicas trabalhadas no decorrer deste ano de 2012 com ênfase na superação diante do ano de seca que não impediu o desenvolvimento das ações e adoção das tecnologias por parte das famílias e entidades de agricultores. “No município de Soledade esse ano a gente teve um avanço de cisternas, tanto de água de beber quanto de água para a produção, o município recebeu mais de 17 cisternas calçadão para a produção e de enxurradas e também teve um trabalho de implantação de bombas para os poços que estavam desativados e também tivemos limpezas dos barreiros onde atingimos várias da área de atuação do Coletivo juntamente com o PATAC e é aí que o município teve um avanço muito grande”.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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