Alunos da turma pioneira do Curso de Licenciatura em História do Pronera colam grau

58 assentados e assentadas da reforma agrária de 19 estados brasileiros realizaram o sonho de colar grau em um curso superior em evento que aconteceu na noite da última sexta-feira (6) no auditório da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), em João Pessoa (PB) representando a primeira turma do Curso de Licenciatura em História implantado no Brasil pelo Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera).

Segundo a assessora de comunicação do Incra-PB, Kaliandra Vaz, participaram da solenidade o reitor da UFPB, Rômulo Polari, coordenadores do Curso de Licenciatura em História, o superintendente regional do Incra na Paraíba, Frei Anastácio, e representantes do Pronera, além de figuras emblemáticas da reforma agrária no Brasil, como João Pedro Stédile, um dos maiores defensores de uma reforma agrária no Brasil e um dos fundadores do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), e Elizabete Teixeira, 83 anos, que ficou mais conhecida como a viúva de João Pedro Teixeira, líder da Liga de Sapé, assassinado em 1962. “Em seu discurso, o superintendente regional do Incra na Paraíba, Frei Anastácio, elogiou o desempenho dos formandos, que obtiveram bons coeficientes de rendimento escolar, o baixo índice de evasão (0,3%), e o empenho dos servidores do Pronera”, explica.

Vaz disse que, em seu discurso, o superintendente regional do Incra na Paraíba, Frei Anastácio, elogiou o desempenho dos formandos, que obtiveram bons coeficientes de rendimento escolar, o baixo índice de evasão (0,3%), e o empenho dos servidores do Pronera.

Ao contatar com Stúdio Rural, a jornalista informou que o Incra investiu cerca de R$ 800 mil na formação da primeira turma de Licenciatura em História. “Entre 1999 a 2008, o Programa destinou mais de R$ 11,7 milhões para a implantação de 21 cursos que beneficiaram 6.871 alunos na Paraíba”, relata Vaz, acrescentando que as principais parceiros do Pronera no Estado são a UFPB, a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e a Escola Agrotécnica Federal de Sousa (EAFS).

O Curso começou em 2004 com 60 alunos de assentamentos da Paraíba, Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte, Bahia, Sergipe, Maranhão, Pará, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais, Paraná, São Paulo, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Goiás, Mato Grosso do Sul, Tocantins e Rondônia. Eles participaram de um processo seletivo semelhante ao vestibular, mas destinado apenas a assentados da reforma agrária.

Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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