Alunos do Pronera são destaque no curso de História da UFPB

Os dez anos do Pronera (Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária) estão sendo comemorados com resultados surpreendentes na Paraíba. O professor José Jonas Duarte da Costa(foto), coordenador do Curso Superior de História da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), afirmou que os coeficientes de rendimento escolar (CREs) dos alunos do Pronera são iguais ou superiores aos CREs dos alunos do curso regular. “Entre os filhos de assentados o índice de evasão é de apenas 0,3% e a média de coeficiente de rendimento escolar (CRE) chega a 8,5”, afirma o professor.

A informação foi repassada pela assessora de comunicação do Incra-PB, Kaliandra Vaz, justificando que o curso de História é resultado de convênio entre o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e o Departamento de História da UFPB e, em cada uma de suas duas turmas reúne 60 alunos de assentamentos de todo o país. “Segundo o professor, que faz parte do corpo docente do Pronera desde 2004, a grande diferença entre os alunos do curso regular e as turmas de filhos de assentados é que o bom rendimento dos agricultores é cobrado pela própria comunidade que eles representam, o que os deixam motivados e totalmente dedicados ao curso” relata Vaz.

A jornalista informou que o coordenador do curso de História explica que os alunos estudam em regime intensivo, através de módulos que prevêem período em sala de aula, chamados de “tempo-escola” e que eles ainda passam por momentos em que aplicam os conhecimentos adquiridos em sala de aula na própria comunidade de origem, chamado de “tempo-comunidade”.

Vaz informou que além do curso de História, o Pronera oferece ainda os cursos superiores de Ciências Agrárias e Pedagogia, além de uma pós-graduação em Residência Agrária – ações que tornaram a Paraíba uma das referências no ensino superior para filhos de assentados da reforma agrária no Brasil. “Criado em 1998, o Pronera tem a missão de ampliar os níveis de escolarização formal dos trabalhadores rurais assentados, atuando como instrumento de democratização do conhecimento no campo ao propor e apoiar projetos de educação que utilizam metodologias voltadas para o desenvolvimento das áreas de reforma agrária”, justifica Vaz.

Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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