Assentados da Borborema constroem Fórum permanente como forma de desenvolver ações na reforma agrária

Agricultores familiares de assentamentos do Compartimento da Borborema participaram do IV Fórum dos Assentamentos da Reforma Agrária da Borborema que aconteceu na última quarta-feira (5),no Centro Diocesano do Tambor, em Campina Grande.

Numa promoção da prestadora de assessoria técnica, social e ambiental aos assentamentos do INCRA/PB, na região, Coonap – Cooperativa de Trabalho Múltiplo de Apoio às Organizações de Autopromoção o evento objetivou, entre outras coisas, discutir a organização de um fórum permanente dos assentamentos da Borborema, para traçar diretrizes e metas com vistas à composição do plano de trabalho de assessoria técnica em 2013.

Domingo Rural deste domingo(09/12) e Universo Rural da última quinta-feira(06/12) evidenciaram o encontro conversando com o agricultor assentado da reforma agrária no assentamento Campo Novo de Barra de São Miguel, José Alves de Sousa, Dedé, que falou sobre a importância das discussões e compromissos trabalhados no encontro e garante que componentes de 33 assentamentos presentes se comprometeram em serem mais participativos nas discussões que envolvam essas unidades da reforma agrária nas regiões trabalhadas pela Coonap. “Vamos buscar soluções juntos, porque com a criação desse conselho com representações desses assentamentos que farão parte do conselho, quando for para o Incra ou Governo do Estado vamos ter gente dos 35 assentamentos, vai gente representando os 35 assentamentos, que dizer que quando formar esse pessoal vai se formar um grupo grande e vai ficar com força”, explica comemorando aquele agricultor.

Paula Cristiane da Silva Lima é assessora da Coonap e, ao participar de nossos programas, disse que aquela entidade já vem fazendo um trabalho em torno das demandas dos diversos assentamentos e diz acreditar que com o trabalho discutido em fórum de representações dos diversos assentamentos ficará mais fácil as conquistas de ações para o desenvolvimento das diversas unidades da reforma agrária que já vem num trabalho de capacitações e adoções de novas ações e tecnologias adaptáveis. “Agora eles vão ter mais uma organização, então se eles pensavam de forma coletiva, mas não era tão organizado”, explica.

Maria de Lourdes Sousa, Dona Quinca, é agricultora no Assentamento Emanoel Joaquim, município de Areia, fez um balanço positivo do evento e das decisões tomadas no encontro já que foi feito um resgate histórico das lutas pela terra e a busca de conquistas para desenvolver essas áreas da reforma agrária com participação de entidades que marcaram no processo de organização política desses assentados e que na atualidade a assessoria técnica e social vem fazendo com que as famílias agricultoras desenvolvam suas atividades de forma sustentável. “O recado que eu deixo é que a gente a cada dia se uma mais e faça resgate do que a gente já fazia, que a gente não destrua a natureza e que a gente a cada dia se uma e que as experiências que forem boas dos assentamentos a gente cultive cada um no outro assentamento”.

Rejane Alves é assessora da Coonap e disse do objetivo do IV fórum trabalhado pela entidade financiada pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, via Incra-PB, e falou sobre o trabalho que vem sendo feito durante o ano que apresenta um balanço positivo com perspectiva para o próximo ano. “Para 2013 nós já estamos com um plano de trabalho pronto que já foi entregue ao Incra que vai ser encaminhado ao MDA, estamos esperando um aditivo deste plano de trabalho, é nosso desejo ao esperar o aditivo, fizemos a construção vinda a partir das demandas dos assentamentos, mas aí a gente esbarra no grande problema que são as chamadas, as metas que muitas vezes são engessadas e aí a gente está nessa grande luta junto aos assentamentos para que esse plano de trabalho de 2013 não venha a atender uma chamada vinda lá de Brasília, mas que possa atender aos interesses dos grupos dos assentados, seja no fortalecimento de bancos de sementes, seja oficina de artesanato, seja na formação do grupo de jovens, de mulheres, de crianças, trabalhos coletivos no geral, grupos produtivos ou seja qualquer um outro a gente nesta perspectiva para o ano que vem desse trabalho do fortalecimento desses trabalhos coletivos desses grupos de interesse e de ações que visem a melhoria de vida dos assentados pautada na convivência com o semiárido, na agricultura familiar de base agroecológica e sobretudo nas relações mais humanas e solidárias”, explica Rejane.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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