Assentados da reforma agrária do Curimataú participam de Fórum de assistência técnica e extensão rural

A Cooperativa de Prestação de Serviços Técnicos da Reforma Agrária da Paraíba (Cooptera), em parceria com o Instituto de Colonização e Reforma Agrário(Incra-PB) realizaram, em Campina Grande, o I Fórum de Ates da Região do Curimataú, no Centro Diocesano do Tambor, evento que contou com dezenas de agricultores e agricultores além de assessores técnicos que acompanham o processo de fortalecimento produtivo nos assentamentos daquele microrregião do estado.

O evento aconteceu durante a última quinta e sexta-feira( 28 e 29) contou com a participação de componentes da secretaria de agricultura familiar do governo do estado, MST, Cooperativas, Incra dentre outras e discutiu as políticas e ações governamentais desenvolvidas e a serem trabalhadas nos assentamentos rurais daqueles municípios, políticas que visam o fortalecimento da agricultura e o melhoramento da qualidade de vida das famílias com a geração de alimentos e a oferta de produtos para os mercados locais.

A representante do MST-PB, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terras e componente da Secretaria Executiva da Agricultura Familiar do estado da Paraíba, Diley Aparecida, disse tratar-se de um fórum estadual das áreas de reforma agrária da região de parte da Borborema e Curimataú onde a Cooptera, que é entidade jurídica, presta assistência técnica dentro de convênios com o Incra-PB, explicando que foram debatidos assuntos relativos a viabilidade e organização da produção nos assentamentos, explicando que no estado já se registra conquista de quantidade enorme de terras pelo movimento e ao mesmo tempo registra-se uma demanda imensa de produção, inclusive dentro da lógica da agroecologia e que devem ser pensadas políticas que façam com que esses produtos excedentes cheguem ao mercado consumidor com a marca da reforma agrária do estado da Paraíba. “A reforma agrária tem que dialogar com a sociedade, e vender os produtos da reforma agrária e um diálogo que você faz com a sociedade e você não está vendendo só o produto, você está vendendo, inclusive a propaganda que é a reforma agrária em si que vale a pena”, explica aquela liderança social e do governo, acrescentando a preocupação em que as entidades mostrem para o público que a reforma agrária é viável e geradora de emprego e renda a custos baixos. “Nós estamos dizendo que a reforma agrária é viável, ela é a fonte de geração de emprego mais barato nesse país, é onde você vai diminuir o êxodo rural, vai diminuir a concentração nas grandes cidades que é um problema enorme hoje, e não é que a gente não tenha problemas sociais hoje dentro dos assentamentos, nós temos problemas, mas hoje as pessoas viverem num assentamento elas têm muito mais condições de sobrevivência do que viver no meio urbano sem emprego, ou vivendo nas grandes favelas onde seus filhos vão ter dois caminhos, possivelmente o caminho da droga e não o caminho da vida digna do emprego, do estudo que é isso que a gente vê acontecendo nesse país”, explica Diley ao dialogar com Stúdio Rural.

O representante do Incra-PB, Marcos Faro, disse que o fórum é uma realização da Cooptera atendendo uma exigência contratual da prestadora de serviços junto ao Incra como forma de avaliar o trabalho e projetos que venham sendo desenvolvido junto aos assentamentos da reforma agrária que no caso tem trabalho sendo prestados juntos aos assentamentos da região do Curimataú paraibano. “É uma reunião que se consegue sistematizar e debater quais são as dificuldades e quais são os desejos que os assentamentos têm em relação ao seu desenvolvimento, isso faz parte de uma política de ampliação dentro do Incra, esse ano nós vamos ter 100% dos assentamentos atendidos com assistência técnica e hoje nós percebemos a parir da evolução da ação de assistência técnica dentro do Incra que ocorre um grande salto de qualidade”, explica aquele representante que até recentemente esteve a frente da superintendência daquela autarquia.

Ele disse que esses encontros são necessários como forma de identificar os problemas e entraves existentes nas áreas de reforma agrária que são possíveis com a presença frente a frente das partes interessadas no processo de desenvolvimento dessas ações e políticas. “A gente tem uma programação de fazer um fórum por cada microrregião do estado” explica Faro ao enfatizar que hoje são 160 mil hectares desapropriados no estado com cerca de quase 300 assentamentos que acolhem cerca de 16 mil famílias contempladas e diz faltar que seja registrado qual o peso desse volume de terra a serviço das famílias trabalhando e o seu reflexo positivo na economia do estado da Paraíba.

Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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