Campina Grande sedia Encontro nacional de mulheres discutindo agroecologia e plantas medicinais

Campina Grande sediou mais um encontro sobre agroecologia e plantas medicinais. Desta vez foi o Encontro nacional de mulheres que discutiram experiências com plantas medicinais em todo o território nacional e o evento aconteceu durante os dias 26, 27 e 28 de outubro(terça, quarta e quinta-feira dessa semana) onde mais de 100 mulheres agricultoras das diversas partes do Brasil estiveram presentes e o Programa Domingo Rural acompanhou todas as ações e discussões.

style=FONT-FAMILY: 10pt FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?;>Elizabete da Cruz Marins, veio do Rio de Janeiro e disse ter falado sobre o trabalho que se faz naquele estado com 108 grupos que utilizam dos conhecimentos tradicionais das plantas medicinais, grupos que valorizam conhecimentos que aprenderam de pais e avós e ao mesmo tempo assumem o compromisso de transmitir esses conhecimentos para as novas gerações para que esses conhecimentos não se percam. “O desafio da Rede é esse e aqui neste encontro de mulheres com plantas medicinais está sendo muito legal compartilhar todas essas experiências que tem aí pelo país afora, então está sendo bem interessante no sentido de somar forças, de juntar essas experiências no sentido de que se possa a partir daí conseguir políticas públicas que reconheçam esse trabalho á nível de Brasil”, explica Marins ao dialogar com os ouvintes 590 kHz em conexão.

style=FONT-FAMILY: 10pt FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?;>Luiza Carlos Fernandes, participou do evento vindo do Rio Grande do Sul e falou com nossa equipe sobre a participação das entidades daquele estado aqui no encontro que reunião cerca de cem mulheres com experiência na agroecologia das plantas medicinais. “Trouxe nossas experiências de ervas, de chás, elixir e agroecologia que isso é o nosso carro-chefe no Rio Grande do Sul que não uma maioria, mas é uma grande parte que está a serviço da vida em defesa da terra, se a gente está defendendo a vida está defendendo a mãe-terra”.

style=FONT-FAMILY: 10pt FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?;>Maria do Rosário Fernandes Barba, Juma, trouxe ampla linha de produtos desenvolvidos a partir das plantas medicinais a exemplo do Maracujá silvestre, Açaí que é uma planta nativa da região, Vitória régia e a Castanha da Amazônia transformados esfoliastes, hidratantes, sabonetes íntimo de copaíba, de andiroba dentre outros produtos com estrato de plantas diversas daquela região destinados a proteção da pele.

style=FONT-FAMILY: 10pt FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?;>Outra participante do evento, Maria Iuza Andrade ferreira, é da cidade de Aparecida, no Sertão paraibano, ao conversar com nossa equipe falou sobre o papel exercido por ela no encontro, garantindo que o Sertão é forte no uso correto das plantas medicinais e que não perde tempo em divulgar o potencial e eficiência das plantas medicinais. “Com certeza o Sertão não podia ficar de fora. A gente tem um trabalho feito por mulheres, também com os jovens e não podia deixar de participar de um evento de uma grandiosidade que está sendo esse”, relata, explicando que trata-se de um trabalho de um grupo de beneficiamento de alimentos no Assentamento Angélica dentro de uma tecnologia alimentar agroecológica toda produzida no próprio assentamento e que é vendida no mercado local além de programas governamentais como PAA da Conab e o PNAE, Programa Nacional de Alimentação Escolar.

style=FONT-FAMILY: 10pt FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?;>Maria do Socorro Silva Fernandes, Zui, é moradora do Sítio Pedra Grande de Solânea, Brejo da Paraíba, e ao falar aos ouvintes do Domingo Rural deste domingo(31/10) evidenciou a importância do encontro e o trabalho que vem sendo desenvolvido naquele município paraibano que conta com o apoio das entidades da Articulação do Semiárido Paraibano. “A parte da gente do Pólo está trazendo material que é cartazes, está trazendo cartilhas e também está trazendo os remédios que a gente faz, garrafadas, xaropes, sabonetes de aroeira, multe-mistura, são essas coisas que a gente está trazendo para demonstrar aqui no encontro de hoje”, relata Zui falando sobre como se dar o trabalho na comunidade.

style=FONT-FAMILY: 10pt FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?;>Domingo Rural conversou com mais uma componente do grupo que veio do Rio de Janeiro, Maria Cristina Sousa Freitas, e ela diz que a agroecologia das plantas medicinais sai contemplada no evento já que o que a meta de mostrar o potencial das plantas medicinais e o papel exercido pelas mulheres na agricultura foi alcançada e garante que, pouco a pouco, o resgate desses valores e o compartilhamento desses aprendizados estão se espalhando pelo Brasil e pelo mundo.

style=FONT-FAMILY: 10pt FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?;>O Encontro foi uma promoção do Grupo de Trabalho Mulheres da Articulação Nacional de Agroecologia (GT Mulheres da ANA), formado por grupos de mulheres, organizações mistas e feministas e por representações de movimentos sociais que têm em comum a luta pela auto-organização das mulheres e da construção de políticas públicas e objetivou dar maior visibilidade ao papel que as mulheres desempenham em suas comunidades e buscar estimular a articulação de alianças e redes regionais e nacionais que permitam uma maior disseminação das experiências conduzidas em escala local.

style=FONT-FAMILY: 10pt FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?;>Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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