Cantadoras da viola falam sobre importância do apoio governamental á cultura do repente

Falar sobre a importância das políticas públicas voltadas ao apoio do verso, da poesia e da viola. Essa foi uma das temáticas trabalhadas pela dupla de violeiras Minervina Ferreira e Maria da Soledade(foto), em recente entrevista concedida ao Programa Domingo Rural da Rádio Serrana de Araruna AM 590kHz que trabalha em conexão com a Rádio Cultura de São José do Egito AM 1320kHz e Rádio Independente do Cariri FM 107,7 MHZ com a comunicação sustentável mais clara, firme e objetiva de toda a região semiárida brasileira, programa que trabalha a cultura regional a exemplo da agricultura, da pecuária, agroindústria e a cultura regional de raízes trabalhadas em toda a região.

Elas participaram do I Circuito Cultural do Território da Borborema e I Festival de violeiros de Remígio promovido pela ONG Arribaçã e patrocinado pelo Governo Federal através do Ministério do Turismo e garantem que estão preparadas para continuar fazendo parte das diversas ações culturais desenvolvidas pelo Ministério do Turismo e da Cultura, afirmando que a iniciativa é de fundamental importância para a extensão da cultura regional e evidenciando a importância da mulher profissional do repente e da viola como forma de mostrar que a mulher brasileira está assumindo papeis decisivos em funções diversas da vida nacional. “Vejo esse evento como de uma importância muito grande porque a gente sente que a cultura do repente, a cultura em si está sendo bem valorizada atualmente no Brasil, a cultura nordestina está sendo mais vista lá fora e isso é muito importante”, relata Minervina Ferreira, cantadora de viola e que reside na cidade de Cuité no Curimataú paraibano.

Ao ser entrevistada no Programa Domingo Rural do último dia 20, Minervina falou sobre a importância da inclusão da mulher nos eventos da viola no sentido de afirmar que a mulher está ocupando os espaços importantes e garante que a dupla está conseguindo desenvolver eventos diversos na Paraíba, em Estados próximos e em congressos importantes da viola. “Tem algumas mulheres cantando, não são muitas, é um grupo restrito de mulheres mas a gente está se infiltrando bem no mercado, os próprios cantadores estã reconhecendo, estão abrindo mais espaços, estão aceitando mais, no princípio não era fácil, viu Tavares, mas agora graças á Deus os colegas estão aceitando e a sociedade”, explica Minervina.

Para a cantadora de viola, Maria da Soledade, o circuito foi importante e o convite para a participação naquele evento já é um reflexo de quebra de preconceitos e a prova de que cada dia a mulher está conquistando espaços e quebrando as amarras, as barreiras e se libertando aos poucos. “Então é muito importante que a gente seja convidada, todas as mulheres sejam vistas, não somente repentistas mas também coquistas, cirandeiras, essas mulheres artistas que estão lá no final das suas terras, dos seus sítios abandonadas sem incentivo e o Ministério do Turismo, Ministério da Cultura estejam mais em benefício da gente, abra mais espaços porque a gente vê aí em todo o Nordeste, melhor dizendo em todo o Brasil, que a cultura tem se espalhado bastante mas para os homens, os homens têm um festival toda semana, tem encontros, tem tudo e nós mulheres não, ficam esquecidas, é uma raridade uma dupla ser agraciada”, lamenta aquela politizada cantadora repentista ao dialogar com os ouvintes do Programa Domingo Rural que é também engajada em movimentos sociais populares das mulheres, sindicais dentre outros.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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