Casa Apis pode fechar o ano com produção e beneficiamento de 800 toneladas de mel

Produzir, beneficiar e comercializar toda produção de mel de toda a região, essa é a meta da Casa Apis, Central das Cooperativas Apícolas do Semi-árido Brasileiro, empresa com sede na cidade de Picos-PI e que esteve sendo visitada pela equipe Stúdio Rural na última terça-feira dia 29 de abril através da realização do II Encontro de Jornalistas do Nordeste que aconteceu na cidade de Teresina nos dias 28 e 29 evidenciando o tema “Mídia e Investimentos Sociais em Cadeias Produtivas”.

Durante a parte da tarde da terça-feira(29) a empresa abriu as portas para os cerca de 100 profissionais de imprensa que conheceram de perto o dinâmico trabalho desenvolvido de forma solidário que envolve onze cooperativas dos Estados do Piauí, Maranhão e do Ceará, cooperativas que por sua vez congregam centenas de associações de produtores com um trabalho que vai da produção a agregação de valor ao produto até o mercado.

Stúdio Rural entrevistou o presidente da Casa Apis, Central de Cooperativas Apícolas do Semi-árido Brasileiro, Antônio Leopoldino Dantas, Sitonho(foto), discutindo as estratégias iniciais para o desenvolvimento do trabalho cooperado, parcerias trabalhadas, forma de produção, agregação de valor, número de associações e de famílias de agricultores apicultores associadas além do mercado nacional e internacional conquistado pela empresa. “Casa Apis é um empreendimento solidário sustentável que trabalha dentro dessa linha de geração de trabalho e renda além de nossas preocupações com relação ao meio ambiente, o que nós estamos vendo aqui é uma central de cooperativas que buscam agregar valor aos produtos da abelha e que esses valores agregados sejam repassados para a base produtiva, para o produtor da economia familiar”, argumentou o chefe do empreendimento melífero, evidenciando que antes os produtores não tinham uma referência de organização e por isso eram vítimas do atravessador.

Sitonho informou que a cooperativa já conquistou certificação internacional de produção orgânica, instrumento facilitador de comercialização nos Estados Unidos e União Européia, prática que tem criado espaço para inclusão de mais cooperativas de todos os estados nordestinos. “Nós já estamos com duas cooperativas do Ceará, estamos aguardando que os nossos colegas do Ceará, inclusive você como jornalista creio que está aqui com esta missão de levar ao conhecimento dessas pessoas, dos produtores que estão dentro dessa ótica da economia solidária e familiar, são produtores da economia familiar e que a Casa Apis está com as portas abertas para recebê-los”, justifica Sitonho ao dialogar com Stúdio Rural e ao dialogar com o coletivo presente.

A liderança informou que o trabalho começou, em 2004, com cerca de 380 apicultores e atualmente já contabiliza 1.600 produtores com meta de agregar mais pessoas para a criação de mais empreendimentos organizados a partir das parceiras Fundação Banco do Brasil, Sebrae, Unitrabalho, Banco do Brasil, ADS dentre outras organizações nacionais e internacionais. “E o nosso propósito é esse, que a gente venha a criar mais casa de mel espalhadas por esse Sertão afora para que os apicultores do Semi-árido brasileiro, a região mais sofrida deste país possa está preparada para desenvolver o seu empreendimento e ter a garantia de que seu produto tenha preços justos para que ele possa melhorar de vida”, acrescenta.

Leopoldino informou que dentro do plano de negócios do empreendimento, seguindo o plano de marketing da empresa a previsão é de uma produção de 800 toneladas de mel para a safra do ano 2008 que será vendida ao preço aproximado de U$ 3 dólares.

Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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