Chefe da Embrapa participa de Congresso Nacional de plantas oleaginosas em Lavras

O chefe geral da Embrapa Algodão Campina Grande, Napoleão Beltrão participou do 5º Congresso Brasileiro de Plantas Oleaginosas, Óleos, Gorduras e Biodiesel, evento que concentrou elevado número de autoridades em biocombustíveis e que aconteceu na cidade de Lavras-MG com promoção da Universidade Federal de Lavras – UFla.

Ao ser entrevistado pela equipe Stúdio Rural, Beltrão falou sobre sua participação enquanto representante da Embrapa apresentando alternativas viáveis para o uso do biodiesel e outros produtos que não emitem gases do efeito estufa e que gere ocupação e renda de forma sustentável. “Tivemos oportunidade de ministrar três palestras, uma inclusive grande com todos os presentes com mais de uma hora de duração e depois participamos de uma clínica tecnológica de Pinhão Manso, tem muita gente querendo empurrar o Pinhão Manso na barriga dos produtores, mas não existe tecnologia suficiente pra isso e nem sequer o material foi domesticado, então requer cautela e muito estudo e muita seriedade com pinhão mansa”, inicia Beltrão seu diálogo com Stúdio Rural, dizendo que é uma cultura viável e que está no plano diretor da Embrapa de forma prioritária de estudos com perspectiva de resultados concretos para no mínimo sete anos futuros onde terá inicialmente material disponível, precoce e com a definição do sistema de produção.

Beltrão disse ter palestrado sobre o uso das gorduras no processo do biodiesel, evidenciando que o Brasil tem uma referência mundial na produção de bovinos contabilizando 206 milhões de cabeças. “Pra você ter uma idéia, de cada três bifes que o mundo come dois são brasileiros e vai ser muito mais, então a gordura é um produto animal, difere dos óleos que são do metabolismo vegetal”, explica Beltrão ao falar sobre o conjunto das tecnologias viáveis para o processo do biodiesel, acrescentando que cada boi produz em torno de 20 quilos de sebo e que um litro de sebo dá um litro de biodiesel.

Ele esclareceu que o Brasil abate cerca de 48 milhões de cabeças com cerca de 75% sendo destinado ao fabrico de sabões e xampus e que a sobre daria para ter uma fatia significativa na produção do biodiesel.

Durante os cinco dias de congresso foram apresentados os progressos e avanços tecnológicos relacionados à produção agrícola, industrialização, logística, comercialização de biodiesel, além do cuidado com o meio ambiente fazendo do evento uma referência no setor já que discute, a cada edição, alternativas viáveis para o uso do biodiesel e outros produtos que não emitem gases do efeito estufa.

Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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