Cochonilha do Carmim já devastou 100 mil hectares de palma com prejuízo de R$ 500 milhões na Paraíba

A Cochonilha do Carmim(Dactylopius coccus)), praga que vem atacando de forma severa os cultivos de palma em regiões semiáridas da Paraíba já pode ter devastado 100 mil hectares e ofertado um prejuízo de aproximadamente R$ 500 milhões de reais sem contar a baixa na oferta de trabalho e renda que a pecuária historicamente tem proporcionado e agora especialmente com os programas do Governo Federal que tem se constituído em importante cliente na compra do leite e seus produtos para utilização nas bases municipais.

style=FONT-FAMILY: 10pt FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?;>O prognóstico foi apresentado pelo pesquisador da Empresa Paraibana de Pesquisas Agropecuárias(EMEPA), Edson Batista Lopes(foto), ao conceder entrevista ao Programa Domingo Rural. “A Cochonilha é uma praga devastadora, eu estou chamando ela de devastadora porque no Cariri Ocidental em 11 municípios que eu visitei, principalmente Monteiro, Zabelê, São Sebastião do Umbuzeiro, ela está perto de entrar em São José dos Cordeiros, está ali próximo a Sumé, então ela devastou, eu posso fazer uma estimativa hoje, juntando os municípios do Cariri Oriental aqui pegando Caturité e o Cariri Ocidental eu acho que essa Cochonilha hoje já devastou 100 mil hectares de palma forrageira. Isso se a gente for considerar em termos de prejuízos, seria um prejuízo em torno de R$ 500 milhões de reais hoje aproximadamente”, lamenta o pesquisador ao dialogar com Domingo Rural.

style=FONT-FAMILY: 10pt FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?;>Lopes é da opinião de que algo urgente tem que ser feito pelos governos e entidades parceiras já que pouco a pouco a principal economia de muitos municípios paraibanos está entrando em verdadeiro colapso. “É muito pesado, inclusive os agricultores estão desesperançosos procurando uma luz no final do túnel e essa luz seria exatamente o Governo do Estado da Paraíba começar dar mais atenção a nível de aquisição de material pra comprar essas palmas resistentes como a PB1 e a PB3 principalmente pra já no próximo ano começar um direcionamento de plantio. E a gente sabe que é muito difícil, é um volume muito grande, mas o que eu tenho feito dentro do projeto do CNPQ, Banco do Nordeste que nos apóia, da própria Embrapa CNPA e a de Petrolina, então nós temos hoje na região de Monteiro que é região mais de minha atuação 42 unidades demonstrativas de palma. Agora em janeiro, fevereiro eu vou distribuir pelo projeto do CNPQ, meio milhão de raquetes para atender aqueles agricultores”.

style=FONT-FAMILY: 10pt FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?;>Ele informou que já comunicou a todos os prefeitos da região através de ofício pedindo empenho dos municípios para a expansão das novas cultivares de palma resistentes a praga que deverão ser adotadas pelos produtores rurais com ação que está sendo desenvolvida através da unidade da Embrapa no município de Monteiro. “Então esses prefeitos vão ser beneficiados cada um com 10 mil raquetes e a maneira deles distribuir é fazer o cadastro dos agricultores e distribuir um quantitativo”, explica o pesquisador lembrando que as raquetes serão utilizadas como instrumento de multiplicação das variedades que em anos seguintes serão repassadas pelos agricultores beneficiados para novas famílias beneficiárias.

style=FONT-FAMILY: 10pt FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?;>Ao falar sobre a realidade crítica enfrentada pelo município de Caturité ele lembrou que os agricultores de outros municípios devem evitar o trânsito de culturas e animais bovinos que terão o papel de espalhar a praga por toda a região, citando como exemplo Barra de Santana que tem uma forte pecuária e depende da cultura da palma como alimento principal e quase que absoluta. “A problemática é muito séria porque o pessoal está saindo com palma da região de Caturité e está atravessando para o outro lado da pista, estão indo para Barra de Santana, Queimadas, Alcantil e outras localidades e isso é muito perigoso, eu pediria aos agricultores que não fizesse esse transporte de palma da região de Caturité para o outro lado da pista porque estão correndo o risco de prejudicar seus colegas criadores”, explicou Edson e pediu que esses produtores passem a plantar as novas variedades risistentes.

style=FONT-FAMILY: 10pt FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?;>Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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