Colégio Agrícola de Bananeiras realiza Conclusão de Curso de agentes de desenvolvimento rural sustentável

O Colégio Agrícola de Bananeiras realizou no último domingo(dia 13) um evento de conclusão do Curso de formação de agentes de desenvolvimento rural sustentável, curso que teve duração de 224 horas e é mais uma realização do Centro de Ciências Humanas, Sociais e Agrárias e do Colégio Agrícola Vidal de Negreiros da UFPB em parceria com a ONG ARROBÇÃ, AS-PTA, ONGIFA, EMBRAPA, CPT João Pessoa com financiamento da Secretaria da Agricultura Familiar do MDA.

Do curso participaram jovens agricultores filhos de agricultores de 12 a 18 anos que residentes nos municípios de Algodão de Jandaíra, Arara, Casserengue, Solânea, Remígio e no Território da Zona da Mata dentre outros num processo de formação que se deu com momentos presenciais dentro das instalações do Campus III – Bananeiras, onde os participantes tiveram a oportunidade de conhecer melhor a universidade através da intervivência e noutro momento acompanhamento às comunidades rurais, assentamentos e sítios onde residam os participantes.

“Nós temos hoje a grata satisfação de está com 25 jovens filhos e filhas de agricultores concluindo a sua participação no projeto de formação agroecológica onde eles se formaram para ser agentes de desenvolvimento rural sustentável, então são pessoas agora com essa de conhecimento profissional que com certeza vão contribuir muito e já estão contribuindo com o fortalecimento das ati8vidades rurais dentro das suas comunidades”, relata p professor e coordenador do curso, Alexandre Eduardo.

A jovem agricultora, Edilma da Silva Alves, residente na comunidade Capivara de Solânea, participou do curso e disse que antes da participação nas atividades não tinha noção da existência das ações agroecológicas e que a partir de agora poderá contribuir muito mais na atividade rural familiar. “Foi novo porque eu não sabia nem o que significava agroecologia, eu não sabia o que significava. Depois me falaram que agroecologia é você saber respeitar o meio ambiente de microorganismo que exista debaixo do céu até o ser humano”.

João Paulo é agricultor no Assentamento Rosa Luxemburgo em Algodão de Jandaíra, e garante que estará participando de outras ações educativas no sentido de aprimorar conhecimentos e poder dar melhor contribuição no modelo de agricultura desenvolvida pela família além de buscar participar do curso agrícola oferecido por aquela escola.

Manoel Roberval é assessor da AS-PTA e, ao ser entrevistado pela por Stúdio Rural, disse que foi uma iniciativa importante da universidade pela valorização dada as ações da agricultura familiar local e que a formação virá dar contribuição ao desenvolvimento sustentável da agricultura local a partir da maior participação do jovem camponês. “A AS-PTA participou do curso, fez a formação de dois cursos: um sobre o manejo e conservação de plantas nativas e o outro sobre gestão participativa nas associações rurais e pra gente foi uma experiência interessante porque é uma continuidade de um trabalho que a gente já vem fazendo com os pais desses estudantes”.

Marenilson Batista é delegado federal do desenvolvimento agrário, órgão do governo a finaciar a ação e falou sobre a importância da ação desenvolvida e sobre o papel que o Governo Federal vem desempenhando junto ao segmento da agricultura familiar na busca do desenvolvimento camponês sustentável com geração de trabalho, rende e qualidade de vida com conhecimento agroecológico enquanto instrumento de cidadania. “Exatamente. É importante frisar porque os governos têm um papel e gestão pública é ter decisão e decidir por algum lado, no nosso caso específico nós poderíamos destacar essa parceria entre o Governo Lula com a Universidade Federal da Paraíba Campus de Bananeiras e também com a presença dos movimentos sociais aqui representados pela CPT, as ONGs Arribaçã, AS-PTA, a presença forte da Embrapa, ou seja, é o governo dialogando com a sociedade civil e construindo políticas públicas que realmente tenha a cara do nosso povo e possa melhorar a vida da agricultura familiar”.

Já o assessor da área de comunicação e negócios da Embrapa Algodão, Heleno Alves de Freitas, disse que a Embrapa na sua nova filosofia como empresa pública, com um segmento fortalecido da agricultura familiar não poderia está ausente do processo de formação dos agentes jovens de desenvolvimento rural que voltarão para suas bases familiares com novas perspectivas já que levam consigo conhecimentos a cerca das políticas públicas dos governos a serem desempenhadas em suas unidades produtivas e comunidades.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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