Coletivo Ana Alice anuncia local, data e hora para atendimento a mulheres vítimas de violências em Queimadas

SR110317cNuma demonstração de que veio pra se solidarizar com mulheres vítimas da violência, o Coletivo Ana Alice pele não violência contra a mulher durante seu lançamento na Câmara Municipal de Queimadas, no último dia 10 de março, anunciou como local de atendimento a Rua Odilon Almeida Barreto, 11, Centro da cidade, às quartas-feiras pela manhã onde representações do coletivo estarão no sentido de dialogar com essas moradoras daquela municipalidade.

Ao dialogar com Stúdio Rural a componente do Coletivo e vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares, Angineide Pereira de Macedo classificou como uma missão árdua, mas garante haver forte boa vontade por parte de cada componente daquele coletivo para a realização do trabalho. “Com o comitê a gente aprendeu que era esse o caminho que deveríamos fazer, e acho que a gente aprendeu e aprendeu bem porque a gente conseguiu dar respostas e a gente percebe que o que aconteceu com Ana Alice pode acontecer com qualquer mulher e a gente não pode deixar que isso aconteça. Eu não posso esquecer aquele dia, a gente não pode deixar esquecer e o Coletivo vem pra reforçar isso para que para as mulheres que sejam vítimas de violência eu esteja dando a minha retribuição naquilo que eu pensava e gostaria de fazer quando estava acontecendo com Ana Alice, não pude evitar que acontecesse com ela, mas podemos ser preventivos nesta violência que temos aí”, explica Angineide ao dialogar com nossa equipe.

Componente daquele Coletivo, Sidney de Oliveira Silva disse que o empenho será de todos e todas na busca da transformação a se alcançar através de construção cultural e diz acreditar que, com o trabalho parceiro, muita coisa mudará na questão da violência como uma cultura e a própria cultura de paz será capaz de transformar para novos momentos de uma cultura pela vida do meio ambiente, das pessoas e dos animais. “O campo é muito amplo, tendo em vista que a articulação se dar de forma muito interessante em várias frentes, vários agrupamentos e várias instituições que tem atuado de forma decisiva e participativa na construção desse coletivo. Você ter uma entidade como o SINTAB que tem um público fortemente do setor urbano com os trabalhadores da rede pública municipal, mas você tem pessoas que estão ligadas a associações, a organizações não governamentais que têm dado esse suporte e apoio que ao meu entender é uma nova forma de fazer movimento, uma nova forma de organização da sociedade civil e as várias organizações se organizam e se mobilizam em prol de uma causa muito nobre”, explica Oliveira dialogando com Stúdio Rural.

Componente do Coletivo Ana Alice, Terezinha de Jesus de Souza Dantas dialogou com Stúdio Rural falando sobre o planejamento de trabalho que o Coletivo está implementando e garante que o trabalho que tem sua dureza passará a ser gratificante à medida em que se percebe a vontade de todos e todas em querer compartilhar de seu tempo de forma a não comprometer seus afazeres diários. “Como nós somos entidade da sociedade civil sem fins lucrativos, onde não temos recursos disponibilizados para as atividades específicas, mas com a colaboração dos amigos e parceiros que estão se engajando, onde cada um vai tirar um pouquinho do seu tempo para, muitas vezes, estar complementando nas ações do Coletivo. Mas a gente pensa em ter como base principalmente o trabalho informativo e educativo, através de oficinas, de palestras, de atividades culturais nos setores do município tanto na zona rural quanto no setor urbano. Hoje tivemos aqui a presença da delegada doutora Juliana que é uma parceira nossa também já de muitos anos e que vai estar, como ela se disponibilizou aqui, se disponibilizando ao Coletivo e também vai nos chamar nas atividades por ela desenvolvidas”, esclarece Terezinha Dantas ao dialogar com o público ouvinte de nossos programas.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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