Comissão se reúne pra discutir safra de batatinha orgânica da região do Pólo da Borborema

Componentes SEDAP e vinculadas, AS-PTA, representações da Ecoborborema e do Pólo da Borborema se reuniram para discutir a safra de batatinha do território da Borborema.

A reunião aconteceu na tarde do dia 23 de agosto, no Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Esperança, região do Brejo da Paraíba, e objetivou fazer um balanço dos trabalhos do plantio da batatinha inglesa agroecológica que, ao contrário da produção de variedades de feijão e milho, teve sua produção prejudicada em razão da insuficiência das chuvas para a produção da cultura, principalmente para a produção de sementes que requer qualidade superior que os produtos destinados ao mercado de consumo.

Tema trabalhado no Programa Universo Rural do dia 24 e no Programa Domingo Rural do dia 26 de agosto com participação do componente do Pólo Sindical e das Entidades da Agricultura Familiar da Borborema, Nelson Ferreira dos Santos; com o coordenador da Emater regional Areia, Alto Martins da Costa e o representante da Ecoborborema e agricultor no município de Esperança, Orlando Soares Correa que falaram sobre a importância da retomada das atividades com a bataticultura e sobre os entreves nesta safra em razão das poucas chuvas para a produção da batata-semente.

Participante de nossos Programas via emissoras parceiras, Nelson Ferreira explicou que as entidades vêm discutindo as condições próprias para a produção da batatinha numa região que já teve amplo período de produção convencional a partir de pacotes tecnológicos que degradaram solos, empobreceram produtores e inviabilizaram a produção em toda a região fazendo com que as famílias agricultoras e entidades retomassem discussões e práticas para a retomada da cultura, desta vez com cultivos integrados e ecológicos. “Essa é uma comissão regional da Borborema que está discutindo a revitalização da batata inglesa como uma cultura que vem a ser mais um produto da agricultura familiar e já tivemos aí uma perda de quase 100% da batata-semente, do ano passado pra cá começamos com a ajuda do Governo do Estado que comprou a semente e repassou, mas tivemos o prejuízo que foi não poder contar com um inverno satisfatório para garantir a produção da batatinha-inglesa, tanto da batata-semente como da batata pra consumo que pode estar nas feiras agroecológicas e programas governamentais”, explica dizendo que as famílias vão continuar no processo de discussão de como multiplicar e ou guardar sementes para o plantio na safra 2013.

O componente da Emater, Alto Martins da Costa, explicou que a região conseguiu produzir diversas linhas de gêneros agrícolas, mas que o inverno foi insuficiente para a produção da batatinha tipo 1 e 2 e que as famílias agricultoras ficaram condicionadas a guardar a semente tipo 3 e 4 com a certeza de que a qualidade já fica um pouco comprometida para o plantio do próximo ano e que se no próximo ano as condições de tempo se repetirem a semente estaria degradada e comprometida. “Imagina 2013 com o mesmo regime de chuva desse ano, seria extinguir essa batata que o governo investiu aqui no Brejo e começar tudo do zero novamente, lamentavelmente, mas essa é a grande verdade”, explica aquele extensionista acrescentando que tudo é uma questão de limitação negativa das chuvas e que as experiências demonstram que a agroecologia é viável para a cultura da batatinha na região. “Eu não tenho a menor dúvida disso, a gente vê como os agricultores estão animados com essa questão da agroecologia, do uso dos produtos naturais, das caldas bordalesas, dos biofertilizantes que têm dado resultados muito bons e esse é o caminho”.

Orlando Soares Correia é agricultor agroecológico na Fazenda Assentamento Carrasco, em Esperança, e produz a batatinha como um dos produtos destinados às feiras agroecológicas de municípios da Borborema e garante que mesmo com as limitações das chuvas foi possível produzir batatinha com perfil de uso para o mercado de consumo. “Foi difícil começar, agora não está mais, plantamos no ano passado, lá no assentamento mesmo eu plantei e ela respondeu muito bem, esse ano ela está se adaptando muito bem ao clima e ela não vai dar uma qualidade muito boa como a gente esperava, mas pelo menos a semente está garantida e para as feiras não vai faltar esse ano”, argumenta.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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