Seminário de planejamento da CUT contempla interiorização das lutas e ações no meio rural

A Central Única dos Trabalhadores na Paraíba realizou durante os dias 24 e 25 de agosto, em Campina Grande, um seminário de planejamento estratégico em evento que reuniu toda a executiva composta por sindicalistas de categorias diversas de todo o Estado.

O tema foi evidenciado no Programa Domingo Rural deste domingo(02/09) e no Programa Universo Rural da última segunda-feira(27/08) e, segundo o presidente daquela central, Paulo Marcelo, o objetivo do Seminário foi construir um plano de ação da política sindical da CUT – PB para o período de quatro meses que encerram o último semestre de 2012 e sem perder a expectativa das mudanças de cenário que possam vir a mudar após as eleições de outubro. “O primeiro ponto foi fundamental que foi situar a direção da CUT dentro de suas dificuldades, então nós trouxemos diretores e diretoras de todo o estado para que eles possam se situar dentro da Central, uma direção com muita energia, uma direção com muitas pessoas jovens no movimento e que a gente espera que esse pessoal que aí está tenha condições de abraçar a causa dos trabalhadores e trabalhadoras do estado e nível nacional conforme ela tem que ser. Então tratamos aqui de um primeiro passo do planejamento da CUT para 2012 onde discutimos propostas e políticas para todas as categorias”.

Gilson Alves é diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Extensão Rural da Paraíba(Sinter) e, ao dialogar com nossa equipe, falou sobre a importância do evento e disse que as categorias ligadas ao meio rural levaram propostas de ação que visa fortalecer todo o processo de formação sindical na base da agricultura para que os agricultores possam estar conscientes na construção das políticas públicas buscando democratizar a gestão em cada sindicato onde cada componente desperto para o fato de que ele pode vir a ser dirigente na ótica de fortalecimento das ações voltadas ao meio rural. “É trabalhar não só os trabalhadores, é buscar um processo de integração de trabalhadores rurais e urbanos na construção de políticas públicas que interessam a sociedade”.

O vice-presidente da entidade, Luiz Silva, disse que tem uma característica muito urbana em razão da maioria dos sindicatos o que tem sido de dificuldade o processo de inserção do mundo rural nas lutas gerais da entidade, mas que esta gestão continuará com o propósito de integrar agricultores e entidades do meio rural nas políticas organizativas da CUT e garante que serão estimulados associações, sindicatos e a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado da Paraíba. “Acho que a gente, de certa forma, vamos surpreender essa nova diretoria com proposta clara na perspectiva real fazendo um trabalho concreto de trabalhar uma política para a mudança na Federação, uma mudança que nós queremos para melhor, uma Federação mais atuante que esteja presente em todos os movimentos, que construa seus fóruns sindicais, uma Federação mais participativa com uma diretoria mais heterogenia, não essa aí hoje com esse grupo muito fechado, trabalhar isso também nos sindicatos a democracia ampliando, construindo mais participação para que a gente possa avançar num processo que o movimento sindical no seu poder de mobilidade”, explica Luiz Silva que é também diretor do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de São Sebastião do Umbuzeiro, Cariri Ocidental.

Paulo Medeiros Barreto é diretor de mobilização e formação política da CUT e presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Barra de Santana e, ao conceder entrevista falou sobre a meta a ser alcançada nesta nova direção que está no segundo mês de trabalho e garante que os rurais terão papel importante nas ações integradas dentro daquela entidade na busca de conquistas para as categorias junto aos setores urbanos e rurais. “A gente está dando as mãos aos nossos que já estão conosco pra fazer a corrente e também sair pegando na mão dos outros companheiros trazendo para gente fazer cada vez mais a CUT fortalecida”, explica dizendo que o rural fará parte dessa forma de organização política.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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