Componente de Fórum Curimataú fala sobre encontro e sobre núcleos territoriais

A exemplo do Fórum da Borborema, as representações do Fórum Territorial da região Curimataú se reuniram para compartilhar informações sobre o novo grupo social mobilizador daquele território, denominado de núcleo.

O núcleo territorial do Curimataú, também financiado pelo Governo Federal, via chamada pública, realizou seu encontro inicial fazendo exposição dos objetivos, dos componentes e sobre o processo de início de trabalho do grupo social junto àquele território em evento que aconteceu na última quarta-feira(14), tendo como local a Universidade Federal de Campina Grande, Campus Cuité.

Para falar sobre o encontro, Domingo Rural deste domingo(18) entrevistou a profissional de apoio à participação das mulheres no Núcleo Curimataú, jornalista Raiza Madje Tavares da Silva que evidenciou o encontro, falou sobre os objetivos dos núcleos e sobre as perspectivas de trabalho para o decorrer de 2015. “Realmente foi um encontro que marca um novo momento na política de desenvolvimento territorial no Brasil e, aqui na Paraíba, é um novo projeto que está sendo realizado e é um investimento do Ministério do Desenvolvimento Agrário no sentido de aprovar, através do CNPq, a formação de núcleos de extensão e desenvolvimento territorial por meio de universidades por todo o Brasil e aí nós temos dezenas de universidades que aprovaram esses projetos pra formação desses núcleos que atenderão e farão assessoramento aos territórios rurais e territórios de identidade, territórios da cidadania em vários estados do Brasil. Na Paraíba foram aprovados dois ou três projetos que atenderão aos territórios paraibanos, tendo ficado fora somente o território do Cariri Ocidental, mas o Ministério do Desenvolvimento Agrário, a Delegacia Federal já está vendo como resolver essa questão pra possibilitar que o Cariri Ocidental também seja contemplado”, explica se reportando ao encontro de Cuité que, segundo ela, trata-se do resultado da formação do núcleo multiterritorial de extensão do Agreste Paraibano(Rextap) e esse núcleo se formou desde dezembro de 2014 e teve início suas atividades neste janeiro.

Em entrevista de cerca de 30 minutos, aquela componente territorial falou de forma ampla sobre o conjunto das ações a serem trabalhadas dentro do território Curimataú, falou sobre o papel de componentes da UFCG a exemplo do coordenador Márcio Caniello de Matos(foto) e sobre as metas continuadas e ordinárias do projeto que tem duração de dois anos. “No caso do Nextap ele atenderá os territórios do Curimataú, Seridó e Borborema. Então nós temos o Nedet Seridó, Nedet Curimataú e Nedet Borborema e a primeira atividade fora das atividades com a equipe é a de apresentação desse projeto para os núcleos diretivos, para as coordenações de cada colegiado desses, ou de cada fórum desses territórios e aí foi feito uma apresentação essa semana ao território da Borborema e foi feito no Curimataú no município de Cuité, de início essas reuniões são realizadas com as coordenações, mas o projeto prevê que se faça um acompanhamento com todo o colegiado”, explicou. Raiza acrescentou que cada núcleo conta com uma equipe de profissionais de ampla composição. “Conta com um assessor territorial de gestão social, um assessor territorial de inclusão produtiva, uma profissional de apoio a participação das mulheres em que essas mulheres, devido ao recurso que foi enviado será direcionado somente aos territórios da cidadania, então somente Borborema e Curimataú terão essa profissional, Seridó como ainda não é cidadania ainda não terá essa profissional direcionada para esse fim e, além desses assessores: um professor também coordenador de cada Nedet e temos também um estudante que vai secretariar, apoiar e também aprender nas atividades de cada Nedet”, explica detalhando cada profissional territoriais.

Dentre as muitas informações repassadas, Raiza falou sobre o conjunto dos encontros, mobilizações e plenárias que acontecerão nessa primeira etapa dos trabalhos. “Existe um cronograma, então nos dois primeiros meses vai ter que se conversar, vai se realizar plenárias, levantar dados dos territórios, ver quais os projetos que estão em execução e os que não estão, os projetos que deram certo e ou os que não deram, passou mais dois meses, mais um novo relatório, isso em todos os territórios atendidos. Vai se realizar também, durante o ano, duas grandes mesas de diálogos, porque a partir do momento em que durante esses quatro primeiros meses a gente faz, detecta todas as problemáticas, potencialidades, anseios, discute com todas as instituições aí a gente vai reunir com todo mundo pra fazer uma mesa de diálogo e aí chama atores sociais, representantes de instituições envolvidas na política e então vem Banco do Nordeste, Banco do Brasil, Caixa Econômica, a gente tem a função de convidar todas essas pessoas, Ministério do Desenvolvimento Agrário e os atores para a gente fazer uma grande mesa de diálogo, e aí a gente faz essa mesa de diálogo, tira encaminhamentos dela e aí volta pra prática pra continuar animando as reuniões” explica dizendo ser um ciclo que acontecerá durante todo o ano na busca de melhorar a pactuação entre os atores territoriais.

Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

Deixe seu comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Campos marcados como (obrigatório) devem ser preenchidos.

Newsletter

Através da nossa newsletter você ficar informado, o informativo do estudo rural já conta com mais de 20 mil inscritos, faça parte você também.

Back to Top