Componentes do Fórum Borborema se reúnem e fazem lançamento de novo grupo mobilizador territorial

Representações componentes do Fórum Territorial da Borborema se reuniram para compartilhar informações sobre o novo grupo social mobilizador daquele território denominado de Núcleo Multiterritorial de Extensão do Agreste Paraibano e que, financiado pelo Governo Federal, via Chamada Pública CNPq/MDA/SPM-PR Nº 11/2014, de forma sintonizada, tem a função de acompanhar, assessorar e monitorar enquanto instância de gestão social do território da Borborema associado ao Núcleo do curimataú e seridó paraibano.

O núcleo é composto por representações da Emater, Universidade Federal de Campina Grande(UFCG), organizações da sociedade civil dentro de um projeto coordenado por componentes da UFCG com o objetivo de contribuir para a consolidação da gestão social nestes territórios, por meio de articulação institucional e operacional da universidade com os colegiados, através de ações de pesquisa e extensão, com especial atenção à superação das desigualdades de renda e gênero.

Para o professor da UFCG, Fernando Garcia, com a construção dos núcleos, os territórios passam a contar com uma nova e mais eficiente forma de mobilização dentro de um projeto que fortalecerá a participação de atores amplos da sociedade civil, governos, ensino, pesquisa e extensão. “A universidade tem um histórico de trabalho continuado, eu por exemplo, só pra citar meu caso pessoal, participei do Projeto Limiar do Incra, entre 1997 e 1999 com uma atividade fantástica; coordenei o segundo plano de reforma agrária da Paraíba, entre 2004 e 2005 já no Governo Lula; faço assessoria aos atingidos pela Barragem de Acauã a partir de 2002; o governo do estado criou no ano passado um grupo de trabalho pra fazer proposta pra equacionar os graves problemas que afetaram e ainda afetam os atingidos pela Barragem de Acauã onde a universidade tem um representante, eu sou o representante desse plano de trabalho, então isso é meu feijão com arroz, é isso que eu gosto de fazer”, explica ao justificar a participação continuada daquela universidade na vida da sociedade em geral.

Nelson Anacleto Pereira é componente da sociedade civil no Núcleo, participou do encontro e garante ser uma perspectiva diferente de trabalhar assessoria nos territórios, classificando como um processo de evolução nas dinâmicas de fortalecimento dos territórios, embora acredite que a sociedade terá que ampliar suas mobilizações nos atuais governos para que haja crescimento na forma de fazer política territorial para que se intensifique os investimentos territoriais a exemplo da aplicação feita dentro do governo do ex-presidente Lula. “Mas eu quero acreditar que a capacidade de interação, de reflexão, de mobilização nos territórios vai ser também um fator bastante definidor para que essas assessorias possam confluir com os interesses do fortalecimento da política territorial, levando em consideração que dentro da universidade também tem bons técnicos, bons quadros dentro da Universidade Federal de Campina Grande com pessoas que têm trajetória junto aos movimentos sociais como é o caso do professor Fernando com ação mais específica na Borborema”, exemplifica dizendo acreditar na força da diversidade das entidades para fortalecer as reivindicações junto aos governos.

Antônio Ferreira Filho é componente da Emater Paraíba, trabalhando assessoria da empresa de extensão junto ao território ele explica acreditar em tempos melhores para os territórios com a nova forma via núcleos. “A expectativa é a melhor possível, esse Núcleo de Extensão Rural saiu de um edital de número 11 de 2014, do CNPq conveniado com a Secretaria de Desenvolvimento Territorial do MDA e eles estão constituídos, equipes formadas e agora vamos partir para a ação”, justifica aquele extensionista ao dialogar com novo público ouvinte. Ele diz acreditar que já não será mais registrado entraves com os articuladores territoriais que registravam fortes atrasos em suas remunerações pelo trabalho prestado.  “Vejamos esse caso nosso aqui, o Núcleo Multiterritorial em que a UFCG ganhou o edital e abrange os territórios da Borborema, do Seridó e do Curimataú. Então nisso tudo, como o professor Márcio Caniello mostrou, nós vamos ter uma equipe de 17 pessoas que irão oxigenar a dinâmica da política territorial nestes três territórios”, exemplificou Ferreira Filho.

Ao dialogar com nossa equipe e nosso público ouvinte, o delegado federal do Desenvolvimento Agrário, Luiz Gonzaga Júnior, explicou ser um momento diferenciado que remete ao fato de que a política territorial apenas evoluiu já que a nova forma de mobilização nos fóruns passam a trabalhar mobilização, extensão e pesquisa a partir de grupos qualificados para relatar os avanços e entraves registrados em cada unidade territorial. “A gente tem esse novo momento agora com essa nova formatação a partir do apoio dos NEDETEs, Núcleos de Extensão em Desenvolvimento Territorial, feito nesse momento agora a partir da organização das universidades, é o momento da gente, no caso aqui da Borborema, travar um diálogo mais próximo com a UFCG entre a sociedade e a universidade e com isso a gente tem a certeza de que essa própria dinâmica vai trazer pra gente resultados positivos”, explica citando o amplo potencial dos representantes da UFCG dentro dos núcleos que atuarão junto aos três territórios.

Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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