Compra da terra e práticas agroecológicas proporcionam produção e mercados para hortifrutigranjeiros

A compra de uma fazenda de 61 hectares através do Programa Nacional Crédito Fundiário por dez famílias agricultoras no município de Esperança, Brejo paraibano, associada às práticas agrícolas, proporcionaram capacidade de produção, qualidade na alimentação das famílias e conquistas de importantes mercados via governos e espaços de vendas diretas aos consumidores.

Stúdio Rural conversou com o agricultor familiar, Francisco de Assis Luna(foto), sobre como se deu a compra da propriedade numa estratégia compartilhada com as famílias compostas por filhos, filhas, noras e genros e sobre como se deu a condução do trabalho rumo a prática de produção agroecológica além da inserção das linhas de produtos nos mercados locais.

Ele explica que mora naquela fazenda com a família a cerca de 40 anos, e com o Programa Nacional Crédito Fundiário fizeram a compra de forma parcelada. “Muitas vezes eu cheguei período aqui que pra eu dar manutenção a família eu trabalhava no motor de agave, pagava aluguel de uma casa, trabalhava na terra, no sítio do cidadão de meia e ainda era sujeito a trabalhar no motor de agave fazendo três serviços por dia, mas hoje, graças á Deus, com a evolução das coisas a gente conseguiu, pelo Programa Crédito Fundiário, comprar essa área de assentamento e por isso hoje nós temos onde trabalhar, eu tenho uma família grande e graças á Deus todas elas têm seu pedaço de terra e nós vive trabalhando e produzindo e a coisa hoje é muito melhor”, explica o agricultor ao dialogar com nossa equipe.

O tema foi evidenciado no Programa Universo Rural da Rádio Bonsucesso de Pombal, na última terça-feira(14/02) quando o agricultor falou sobre a capacidade de produção das famílias reunidas com um só ideal que é produzir de forma orgânica para alimentar a familiar e atender a demanda dos mercados já existentes e garante que a graça da produção está em produzir sem uso de qualquer tipo de veneno na agricultura. “Graças á Deu, hoje a nossa preocupação aqui na nossa região é a saúde, e a nossa saúde nós só tem de boa qualidade com a boa alimentação e nós vimos aqui onde há trinta anos eu já conheci colega aqui na nossa região que essas pessoas passaram a usar o veneno, eu vi exemplo de pessoas morrer trabalhando no campo por causa da questão do veneno. Tinha um colega aqui que a gente trabalhava com rama de batata, e o que é que ele fazia? A rama de batata tem um insetozinho que se chama pulgão, esse pulgão a gente não sabia como combater e o pessoal ensinava que pulverizasse com veneno, esse cidadão pulverizou a rama com veneno, usou a rama no braço pra espalhar na terra pra plantar e foi contaminado com o veneno e ele morreu imediatamente com o veneno”, exemplificou i agricultor dizendo que essas e outras trágicas ocorrências reportaram a todos para o fato de que veneno é feito pra matar e a saída está em trabalhar com respeitos ao meio ambiente e conhecimentos na práticas agrícolas, tendo hoje ampla linha de produtos de primeira qualidade. “Hoje nós temos produtos de primeira qualidade porque hoje nós temos verduras de todas as qualidades, você vê no campo o tamanho do pimentão, do tomate, do alface e de tudo que a gente produziu e está produzindo aqui dentro da fazendo a gente vai mostrar pra você vê ao vivo como é”, explica o agricultor ao caminhar com nossa equipe e agricultores nos campos produtivos.

“Cada dia que se passa o agricultor está recebendo ajudas, hoje nós temos um programa muito bom que o programa do governo federal que incentivou para que os próprios prefeitos nas comunidades comprassem 30% da agricultura familiar e isso foi muito bom pra gente porque aqui em Esperança o prefeito Nobinho vem comprando uma quantidade dos 30% e as vezes passa até dos 30%, manda uma boa alimentação sadia para a escola com a batata, a verdura, a macaxeira tudo orgânica aqui do assentamento, pra gente é muito bom porque a gente adquire o dinheirinho da feira e também por outro lado ele tem nos ajudado muito aqui em Esperança onde arrumou uma feira para os agricultores”, explica dizendo que a feira foi possível graças á recursos parceiros de governos que proporcionaram compra de barracas dentre outros equipamento e hoje o espaço agroecológico acontece todos os sábados no centro daquela cidade.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Universo Rural

Deixe seu comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Campos marcados como (obrigatório) devem ser preenchidos.

Newsletter

Através da nossa newsletter você ficar informado, o informativo do estudo rural já conta com mais de 20 mil inscritos, faça parte você também.

Back to Top