Conab proporciona descontentamento ao tentar vender milho aos produtores na Paraíba

Um verdadeiro descontentamento e frustração é a forma de classificação manifestada por parte dos agricultores pecuaristas paraibanos na hora de ir as compras na Companhia Nacional de Abastecimento(Conab) onde dezenas de pessoas chegam no início da noite da véspera do dia da compra e, mesmo assim, só possivelmente conseguem fazer a compra na tarde do dia seguinte.

Um exemplo é o da agricultora Maria de Lourdes Henrique da Silva que se deslocou de uma hora da madrugada de sua residência com destino a Conab de Campina Grande que fica distante 23 quilômetros de sua residência na comunidade Bodopitá, zona rural de Queimadas e somente às 11 horas da manhã é que ela recebeu o boleto para, daí, se deslocar para fazer o pagamento na agência do Banco do Brasil. “Saímos de nossa casa de uma hora da manhã e ainda estamos aqui”, explica a agricultora que ao meio dia ainda estava se preparando para ir pagar no banco, para em seguida contratar um veículo que faça o transporte das poucas sacas de milho até sua unidade rural.

José Francisco da Silva é agricultor pecuarista, e ao se submeter ao processo de compra na Companhia, classificou como um ou dois dias de muito sofrimento tentar comprar o milho já que ele chegou às 2 horas da manhã e às 11 horas não tinha recebido ainda o boleto para pagar no banco mais próximo e denunciou que antes comprava 23 sacos a cada mês e agora passou a comprar o produto somente a cada 4 meses o que representa apenas menos de 6 sacos do milho que fica longe de atender a necessidade do pecuarista vítima da seca desde 2012.

Rômulo Maia, Téo, ao dialogar com Stúdio Rural e falar aos ouvintes do Programa Universo Rural e Universo Rural disse classificou como uma humilhação a realidade dos agricultores que tentam comprar os produtos na Conab e cita um exemplo de uma senhora que chegou às 21 horas do dia anterior e ao meio dia do dia seguinte ainda estava a espera de ser atendida e acrescentou que ao meio dia a empresa fecha para o almoço e os agricultores e agricultoras ficam condicionados a ter que esperar para ser atendidas somente na parte da tarde quando da retomada dos funcionários daquela casa do governo federal. “Com o tempo com estamos que é tão moderno, deviam colocar o boleto na internet onde a gente pegava, imprimia, pagava e só vinha pegar o milho”, sugere de forma prática e bem objetiva. “O recado é que tentassem melhorar pelo menos um pouco”.

Ao dialogar com os ouvintes 590 kHz, 1180 kHz e 87.9 MHZ o agricultor pecuarista Mário Cardoso de Souza confirmou a realidade de humilhação pela qual passa centenas e centenas de camponeses ao tentar comprar o produto na empresa e cita o exemplo dele que, mesmo chagando às 2 horas da madrugada e ao início da tarde não tinha sequer recebido o boleto, o que o certifica de que o trabalho rola a base da incompetência e irresponsabilidade. “A questão de comprar o milho aqui deveria a Conab ter uma organização melhor porque o produtor tem que perder uma noite e o dia seguinte para puder conseguir o boleto de pagamento do milho, após o boleto de pagar o milho, é preciso ainda alugar um carro, vai ser no outro dia para receber o milho. Então eu acredito que a Conab deveria ter mais uma organização para que os produtores rurais não sofressem essa humilhação de ficar esperando dessa maneira”, lamenta e contesta aquele agricultor.

Maria Luiza Gomes da Silva é também agricultora pecuarista e, ao dialogar com nossa equipe de jornalismo, disse ser necessário organização e respeito por parte da Conab para com o produtor que fica com dois dias comprometidos para fazer a compra de um quantitativo de milho insuficiente já que agora a quantidade que era vendida para 30 dias é a mesma quantidade a ser repassada a cada 120 dias. “Eu acho que precisa de organização e eles repeitarem as pessoas, porque é um absurdo o horário desse pessoal ficar aqui pra ser atendido de 8 horas da manhã, chegar e só ter dois funcionários pra fazer ficha e o pessoal até uma hora dessas em que a Conab vai fechar e todo mundo que está desde a madruga onde quem não conseguiu ficha voltar de uma e meio da tarde, já não paga mais o boleto hoje, só amanhã e amanhã ele volta de novo e dois dias perdidos”, explica a agricultora que disse ter chegado às duas horas da manhã e só conseguiu a ficha de número 135 afirmando que além de caro a compra do milho em Balcão é humilhante.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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