Coordenador das Feiras Agroecológicas do Território Borborema fala sobre resultados neste 2012

Mesmo vivendo o ano mais seco dos últimos 30 anos, a agricultura familiar agroecológica vem dando demonstração de que o conjunto dos argumentos das entidades de que as práticas apropriadas de convivência criam mesmo a viabilidade da vida produtiva no meio rural nordestino a partir de experiências bem sucedidas.

Um exemplo disso é o conjunto das feiras agroecológicas da agricultura familiar com venda direta ao consumidor desenvolvidas em oito municípios do Compartimento da Borborema que, de forma sustentável, vêm sendo desenvolvidas gerando alimento para a segurança alimentar das famílias com excedente que está chegando ao consumidor em todos os períodos do ano além de vender produtos da agricultura para programas como PAA e PNAE.

Francisco Antonino da Silva, Chiquinho(foto), é coordenador das feiras agroecológicas naquele território, diz que o ano foi difícil para se produzir, mas garante que os espaços de vendas dos produtos agroecológicos nas cidades da Borborema foi possível durante todas as época do ano. style=mso-spacerun: yes>  “Não temos hoje muita coisa a oferecer devido a seca que está ocorrendo, é um ano de seca, mas o pessoal com um pouquinho de água que tem em casa estocada está conseguindo produzir alguns produtos, mas torcemos que no próximo ano venha bom inverno que faça água nos reservatórios e nós, com certeza, vamos ter mais produtos na feira”, explica Chiquinho ao dialogar com os ouvintes do Programa Domingo Rural neste domingo(30/12) acrescentando que hoje são oito feiras que envolvem as cidades de Campina Grande, Massaranduba, Lagoa Seca, Alagoa Nova, Esperança, Solânea e Remígio.

Aquele assessor disse que o processo de produção não está fácil em razão da seca prolongada, mas garante que, com o trabalho que as entidades locais vêm fazendo, a produção está sendo possível mesmo de forma limitada. “Não está fácil a produção, devido exatamente a seca, é tanto que hoje você encontra na feira produtos acima do preço, o dobro e as vezes até ao triplo do preço. Você vê um quilo de acerola está por cinco reais, um quilo de maracujá está por cinco reais que antes era dois reais, era três e hoje multiplicou”, explica.

Chiquinho garante que, com muito jeito e racionalidade, os agricultores e agricultoras estão conseguindo fazer a produção e diz que, passado esse ano de tão grande seca, as famílias voltarão a produzir dentro da normalidade, voltando a estabilidade da qualidade e dos preços dos produtos ofertados nos diversos espaços de venda direta ao consumidor. “A tendência nossa é crescer as feiras, multiplicar em outras cidades que estão dentro do Pólo de forma a inovar, nós precisamos de ter produtos agroecológicos, sabemos que hoje o pessoal consome muito produto com veneno, se sabe que essas hortas tradicionais usam muitos produtos químicos, muito veneno, as vezes até com água de esgotos das cidades e nós não queremos ver ser desse jeito, nós queremos ter feiras agroecológicas”, explica aquele assessor regional falando de forma ampla sobre as doenças que estão cada vez mais evidentes no meio social e que são atribuídas a qualidade dos produtos consumidos pela população.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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