Demissão de concursados em Remígio e suas consequências são destaques no Programa Domingo Rural

Famílias do setor urbano e rural do município de Remígio estão vivendo um quadro de forte angústia desde que componentes participaram de um concurso público, aguardaram por longo período pela contratação por parte da prefeitura de Remígio, após longa espera foram contratadas, começaram trabalhar, receber seus salários e mais recentemente tomaram conhecimento de que estavam demitidas ou despedidas das atividades junto a população sem mais direito ao trabalho e ao salário que já fazia parte da renda dessas famílias já que a prefeitura baixou portaria desligando esses funcionários.

Após a surpresa angustiante, os trabalhadores contratados e demitidos se organizaram, entraram na justiça na busca de seus direitos e após uma ampla batalha tiveram reconhecido como direito e esperança de retomada ao trabalho já que a juíza, Ana Carmem Pereira Jordão Vieira, da Comarca de Remígio, determinou que o prefeito do município, Melchior Nelson Batista da Silva (PSB), reintegrasse parte desse pessoal que foi afastado indevidamente de suas funções no início da atual gestão.

O quadro de pessoas prejudicadas é amplo e o prefeito de Remígio, Melchior Analson Batista, Chio, da Silva garante que a responsabilidade não é dele e sim do gestor passado que, segundo Chió, contratou de forma indevida conforme, em entrevista no Domingo Rural, o próprio argumenta em sua defesa, garantindo que o prefeito passado fez contratação traiçoeira e mesquinha para prejudicar sua atual administração. “Isso é um problema muito mais grave que faz parte de uma politicagem mesquinha, traiçoeira e feia que ainda existe em nosso estado, você imagine o gestor que perdeu a campanha o que é que ele faz, ele tem três meses pra fazer todas as atrocidades que eu acho que se você perdeu a campanha, no outro dia era pra entregar ao novo gestor pra não dar tempo a fazer as atrocidades que se faz, nós nesses três meses que o governo anterior teve depois da minha vitória ele simplesmente contratou vários funcionários sem critério, puxando os apadrinhados políticos e sem levar em consideração o edital que dizia que tem que chamar aqueles que estão dentro do número de vagas, então tinha vagas de pessoas que foram chamadas sem ter a vaga e infelizmente a justiça entendeu que em favor, mas a gente está recorrendo, estamos vendo quais são as medidas legais e eu digo o seguinte: não quero tirar o direito de ninguém, se for justo que o concursado esteja naquela pasta, eu vou fazer de tudo pra que a gente faça, agora se for injusto o que está acontecendo aí eu vou recorrer até onde for preciso ser justiça eu vou recorrer”, explica Chió ao dialogar com os ouvintes da Rádio Serrana de Araruna AM 590 kHz e Bonsucesso de Pombal AM 1180 kHz.

Procurado pela equipe Stúdio Rural para falar sobre situação semelhante vivida, o prefeito da cidade de Areial, Cícero Pedro de Almeida, Mêda(foto), disse que enfrentou situação semelhante em que o gestor anterior, após perder as eleições, fez contratação de pessoal concursado e ele estudou a forma mais viável para manter o quadro de pessoal por entender ser de fundamental importância enquanto instrumento gerador de trabalho e renda com reflexo na economia local e como forma de estabelecer equilíbrio social naquele município do Agreste paraibano. “Nós tivemos esse problema, inclusive a maioria desses funcionários foram chamados agora faltando 5, 6 dias para o término do mandato, mas aí como não foram tantos, nós poderíamos fazer uma exoneração, mas resolvemos não fazer, até porque existia uma necessidade no quadro, são pessoas capazes, a gente está tendo diálogo dizendo a eles da necessidade de atender bem, principalmente as pessoas usuárias da saúde e educação e está dando pra conviver com essa situação, mas infelizmente tivemos essa inviabilidade em nosso governo. Como já disse, poderia ter formado uma administração com pessoas que contribuíram conosco em toda a campanha, em toda a trajetória, mas aí vamos lidando com essa situação até que futuramente venha se resolver”.

Também procurado por Stúdio Rural e dialogando com Domingo Rural, o prefeito da cidade de Solânea, Brejo da Paraíba, Sebastião Alberto Cândido de Almeida, Beto do Brasil, disse que, a exemplo de Remígio e Areial, o gestor anterior fez um concurso e no último mês nomeou mais de 100 trabalhadores concursados buscando inviabilizar a atual administração e disse que proferiu não demitir ou ir à justiça por entender que quem fez o concurso tem o direito de exercer esse direito e ele disse ter preferido respeitar o direito de todos os concursados, que no entender dele não é concursado do prefeito anterior e ou atual, mas disse que tudo só foi possível graças a experiência dele e de seu quadro gestor no município que executaram um plano de corte nos gastos excessivos, buscando aposentar as pessoas em tempo de contribuição dentre outras formas de adequar o processo administrativo que possa atender o interesse da população sem extrapolar os limites permitidos por lei. “Eu poderia ter agido dessa forma assim chagar e afastar, mas não é minha intenção, como eu disse no início, eu acho que quem estudou, fez o concurso e passou eu vou tentar de todas as maneiras possíveis enxugar a folha de outra forma, como eu disse, aposentando, as vezes tem pessoas que se aposentam quando nem quer se aposentar, mas ver que vai ter seu salário garantido, então se tem seu salário garantido vamos incentivar e até pressionar para que ele se afaste, também tem a lei para que não se tenha o acúmulo de funções, então quem tem mais de um emprego tem que optar, com exceção de médicos e professores, então é outro momento que a gente está tentando enxugar de uma forma legal”, explica ao dialogar com nosso público ouvinte nesta manhã de domingo via Rádio Serrana de Araruna e Bonsucesso de Pombal.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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