Diretor técnico da Emepa faz balanço de pesquisas e garante que empresa supera desafios

A Emepa, Empresa Estadual de Pesquisas Agropecuárias da Paraíba vem superando desafios na arte de fazer pesquisas mesmo em anos difíceis a exemplo da última e atual seca que já perdura por mais de 18 meses, mas mesmo assim a empresa vem intensificando trabalhos que possam colaborar com as diversas ações trabalhadas para o processo de convivência com o semiárido paraibano e brasileiro.

A opinião é do diretor técnico da empresa, Wandrick Hauss de Sousa(foto), ao conceder entrevista ao Stúdio Rural e fazer um verdadeiro balanço das pesquisas da empresa ao longo de sua história, citando como exemplo mais recente os tabletes nutritivos ou blocos multinutricionais que consiste numa mistura de melaço, uréia pecuária, sal comum, minerais, bagaço de cana ou folhas encontradas na unidade produtiva local. “Mesmo enfrentando as dificuldades que já dura 15 a 18 meses, fazer pesquisas num ambiente desses é difícil, mas mesmo assim a gente vem imbuído de tentar na área da pecuária minimizar os efeitos dessa estiagem prolongada, nós estamos finalizando tecnologias, por exemplo, de blocos multinutricionais que já foi validado por nossas unidades, por nossos rebanhos como opção muito importante para minimizar os efeitos da nutrição dos ruminantes durante o período de estiagem; no que diz respeito a palma forrageira a gente está intensificando a técnica de multiplicação através da divisão por clonóide, justamente para acelerar esse repovoamento do que foi perdido; a vitrine tecnológica vai continuar enquanto ação que a Emepa iniciou em abril do ano passado que visa conscientizar o produtor do aproveitamento da nutrição animal no período de estiagem, então estamos elaborando uma cartilha onde nós vamos colocar toda a nossa experiência com todas as recomendações, não só aquelas geradas pele Emepa, mas as já estocadas no segmento da pesquisa para orientar os criadores naquela região como o Sertão que tem um pouco de inverno que conserve o máximo de alimentação para que nós possamos enfrentar, junto com as ações do governo federal e estadual, esse período que certamente ainda vai demorar um pouco”, explica falando sobre diversas outras ações trabalhadas pela Emepa em parceria com outras unidades estaduais de pesquisas e a Embrapa enquanto empresa nacional de pesquisas no segmento agropecuário.

Aquele pesquisador e diretor da empresa, disse ter uma preocupação com a forma que os pecuaristas têm procedido no tocante ao qualitativo e quantitativo, argumentando que, em todo o estado, grande parcela dos criadores têm se preocupado apenas em aumentar o número do rebanho com preocupação desproporcional para a geração e armazenamento de ração, prática que tem feito com que esses empreendedores tenham elevadas perdas em épocas de verões mais prolongados. “Eu como técnico tenho uma preocupação de que não podemos recompor o rebanho sem antes restabelecer a base alimentar e nutricional dos rebanhos, não podemos criar a mesma quantidade e as mesmas espécies que criávamos antes desse fenômeno já que as pastagens foram muito degradadas e, então temos que repensar que onde criava dez vacas se crie cinco bem criadas ou faça uma associação com caprinos que é mais adaptado, então nós temos que repensar e aí a Emepa está colaborando, em conjunto a secretaria de agricultura, com a política nacional do governo que vai estabelecer políticas para este setor”, explica aconselhando os agricultores pecuaristas para que agreguem valor de conhecimentos para inovar em suas atividades camponesas.

Ao dialogar com Stúdio Rural, Wandrick evidenciou um convênio de cooperação técnica entre a Emepa e a Universidade de Uberaba-MG para a recuperação e multiplicação de rebanhos bovinos da qualidade Emepa buscando disponibilizá-los aos produtores paraibanos e expandir a genética pelo país. Ele informou que 200 animais chegarão da Universidade de Uberaba para as estações da Emepa em Alagoinha e Umbuzeiro todos nascidos por meio da biotecnologia em reprodução in vitro. “Esse é um convênio que foi muito exitoso prá nós, porque prá você ter uma idéia tecnologia de fertilização in vitro é uma tecnologia hoje que o Brasil desponta como um dos países que melhor domina essa técnica, ela permite que animais de 14, 15 anos que jamais daria mais que um bezerro a produzir 10, 15 animais, esse é exemplo típico que estamos fazendo em que uma das melhores raças nossas, uma vaca nossa Guzerá produziu 10 bezerros em dois anos, então isso aí é uma coisa fantástica, então essa parceria possibilitou a Emapa ter em três anos 200 animais da raça Guzerá, Sind e Gir dos quais 128 já estão disponíveis com idade diferenciada os quais agora em setembro nós vamos trazer uma parte já de novilhas e garrotes com essa genética para democratizar através dos nossos programas de inseminação artificial que são os condomínios que nós estamos lançando pra fazer com as prefeituras e associações para que nosso rebanho se reforce e se mantenha na vanguarda como excelente rebanho”, explica dizendo que a parceria foi boa para a empresa de pesquisas paraibana e para a universidade mineira já que a universidade tem a tecnologia sem ter as raças com a qualidade genética paraibana enquanto isso a Emepa tem a genética sem possuir a elevada tecnologia tida pela universidade mineira.

style=mso-bidi-font-family: arial=>Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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