Domingo Rural acompanha e evidencia Dia de Campo sobre forragem do sorgo em Caturité e região

Uma unidade rural com agricultura e pecuária trabalhados com culturas agrícolas diversificadas foi tema de ilustração evidenciada no Programa Domingo Rural deste domingo(05/06) tomando como referência um Dia de Campo onde foi apresentado um modelo de produção que tem na pecuária a principal atividade econômica do agricultor e pecuarista Antônio Pereira, residente na comunidade Campo de Emas, município de Caturité, no Cariri Oriental paraibano.

O evento aconteceu na última quinta-feira(02/06) e contou participação de representações de entidades sociais, Governo Federal, do Estado, municípios e agricultores e pecuaristas de toda a região.

Entrevistado pela equipe do Stúdio Rural, o coordenador do Projeto Balde Cheio/Sebrae, Samer Rodrigues, disse que o evento movimentou todos os segmentos envolvidos no Projeto Balde Cheio, espaço em que a equipe pôde mostrar os resultados que a propriedade rural tem apresentado ao longo dos últimos doze meses nas questões econômicas fruto das ações de sanidade, reprodutivo, dentre outras que tem ofertado resultados satisfatórios. “Seu Antônio aqui mesmo numa região de sequeiro com todas as dificuldades da agricultura familiar, conseguiu média de 110 litros por dia com 8 vacas, fazendo uma média por animal bem interessante e um custo de R$ 0,44 centavos o litro de leite que é bastante expressivo em se pensando numa região seca, mostrando que o trabalho técnico bem realizado independe se a pessoa vai ter água para irrigar ou se é uma condição de sequeiro, trabalhando com uma visão empresarial ela consegue chegar no seu objetivo que é colocar dinheiro no bolso mesmo numa pequena propriedade”, explica aquele coordenador ao dialogar com a equipe do programa Domingo Rural.

Edson Batista Lopes é pesquisador da Emepa, Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária da Paraíba, e disse que as entidades parceiras puderam expor um conjunto de tecnologias e ações que está sendo aplicadas naquela microrregião objetivando causar o impacto positivo do desenvolvimento sustentável. “Foi mais um dia de campo em que a Emepa juntamente com o Sebrae, a universidade, o Leite Cariri como sempre parceiros fortes e nós atendemos uma expectativa dos agricultores que justamente a parte de alimentação animal, foi mostrado a parte de silagem, silos trincheira que é o alimento mais preocupante hoje na região do Cariri é exatamente a confecção de silos trincheira, então aqui foi abordado os temas de silos trincheira com as máquinas cortando aí o sorgo e o pessoal enchendo os silos e hoje a gente sabe que Caturité é uma bacia leiteira por excelência e o silo trincheira é aquele alimento que não pode faltar nos silos, principalmente nas épocas de entre-safras em que não existe mais ração, não existe mais a vegetação nativo no campo e então o pessoal já prima pra fazer esse silo trincheira objetivando atender o animal mais na frente”, explica o pesquisador falando inclusive sobre as variedades das novas variedades de palmas selecionadas pela Emepa e que são destinadas para o processo de convivência com a praga da Cochonilha do Carmim.

José Batista Filho é articulador do Território do Cariri e disse que essa é uma das ações desenvolvidas a partir da luta organizada das entidades daquele território rural e representa uma etapa para o projeto de forragem que conta com financiamento do Ministério do Desenvolvimento Agrário(MDA) através da Secretaria de Desenvolvimento Agrário(SDT) onde foram feito entregas de equipamentos forrageiros e ficou faltando a organização de unidades de capacitação das famílias agricultores em cada município e garantiu que diversos outros dias de campo dessa natureza serão desenvolvidos naquele território. “Tem mais oito dias de campo das unidades que já estão instaladas e tem mais nove unidades que vai ser entregue agora em junho”.

Diversos sindicatos de trabalhadores rurais dos municípios daquela microrregião estiveram presentes compartilhando informações no sentido de puder levar informações para suas comunidades locais e através de suas representações falaram para os ouvintes das emissoras parceiras de Domingo Rural.

“Acho que isso aqui é um exemplo de que se o nosso semiárido seja bem aproveitado, que os benefícios sejam discutidos como os trabalhadores e a gente está vendo aqui esse trabalho do seu Antônio Pereira trabalho que está tendo todo o apoio e creio que esse seja exemplo para os outros municípios que vão fazer esse mesmo trabalho para que os agricultores permaneçam no campo”, comenta o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Boqueirão, Geraldo Barbosa de Oliveira, garantindo que aquele município também fará trabalho semelhante.

“Eu acredito sempre nesse desenvolvimento, principalmente com o apoio do próprio Sebrae, do Fórum territorial que vem acompanhando e a gente vê que nesses últimos anos nós temos visto grandes crescimentos na pecuária de Caturité e nossa proposta, nossa idéia, a nossa vontade é que a gente continue com esse crescimento principalmente na questão da criação da criação bovina, caprinos que tem na base de nosso município é isso aí e também envolvendo a nossa agricultura familiar que é se referindo ao milho, ao feijão e enfim outras culturas de subsistência, eu penso que o sindicato tem sempre apoiado esses eventos porque vê a tamanha importância e jamais a gente ficaria de fora”, relata o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Caturité, João Gomes de Andrade.

“Nós estamos aqui presenciando as experiências nesse dia de campo enriquecido com as informações e participando e vendo in loco a realidade aqui na propriedade de seu Antônio que tem desenvolvido experiências próprias que vêm tornando ser possível ser um criador, ser um pecuarista de pequeno porte e de subsistência aqui em nossa região”, comenta o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Barra de Santana, Paulo Medeiros Barreto, explicando que Barra de Santana vem fazendo um trabalho de conscientização da importância de se trabalhar as forragens diversas que venham somar com o alimento da palma forrageira enquanto suporte para o fortalecimento da pecuária do município. “Vamos continuar insistindo em nossas capacitações e cursos que já iniciamos, a partir do seminário que apresentamos sobre cochonilha, cursos de silagem e fenação mostrando a realidade e o que estamos levando aqui é a experiência de uma unidade familiar que está aí avançando em todo o seu processo e hoje não tem problema nenhum em alimentar seu rebanho pra manter a sua família”, explica Medeiros ao lembrar que Barra de Santana ainda tem a prática do uso da palma forrageira como alimento exclusivo e que a economia do município vem correndo sério risco com a chegada da Cochonilha do Carmim que já marca presença naquele território e terá ataque devastador certo no período quente do segundo semestre deste ano.

Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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