Domingo Rural evidencia importância de unidade de beneficiamento de frutas na safra 2012 em Cubati

A importância da unidade de beneficiamento de frutas para o fortalecimento da agricultura agroecológica familiar da Região do Coletivo Regional do Cariri, Seridó e Curimataú paraibano foi tema no Programa Domingo Rural da último dia 15 equipamento que está em frase de conclusão na Comunidade Coalhada de Cubati e tem a função de fortalecer o trabalho que vem sendo desenvolvido pelo grupo de mulheres das comunidades Coalhada e Capoeira que já beneficiam frutos que antes se perdiam a exemplo do umbu e caju e que agora se destinam a alimentação da família e o excedente passa a chegar ao mercado gerando trabalho e renda no meio rural.

A comunidade foi contemplada com a Unidade através de um patrocínio da Petrobrás através do Programa Petrobrás Desenvolvimento e Cidadania via Projeto Água no Semiárido com gestão de recursos pela ONG PATAC que trabalha tecnologias apropriadas ao semiárido na dinâmica de convivência com a realidade regional numa parceria com as entidades do Coletivo Regional do Cariri, Seridó e Curimataú.

“A idéia é ótima, quem dera que antes a gente tivesse acordado para essas iniciativas que são muito boas e que só tem a engrandecer as pessoas, tanto como ser humano quanto como comunidade enquanto pessoas participativas”, comenta a agricultora Izabel Cristina da Silva Medeiros que faz parte do grupo de mulheres agricultoras que trabalham o beneficiamento de frutas e eu participou do Programa Domingo Rural deste do domingo(15). Ela garante que com a chegada da nova estrutura industrial será possível armazenar os produtos da safra de umbu 2012 com maior intensidade e garante que hoje o grupo já conta com importantes espaços de comercialização dos produtos. “A gente tem vários espaços que acolhem os nossos produtos, não só a polpa, a gente também faz o doce, a gente também faz outras coisas e uma dessas coisas assim bem importantes que também ajudam a gente, não só o PAA, o PNAE, é a questão da Bodega, porque a Bodega abre um espaço não só para a polpa de fruta, mas também pra qualquer outra família da comunidade que tenha lá a sua hortaliça ou sua fruta e que queiram vender”, explica.

Já vai fazer dois anos que a gente está trabalhando beneficiando as frutas, a gente trabalha aqui, a cozinha é super apertada já que são oito mulheres, mas mesmo assim a força de vontade era tanta que a gente procurava de tudo jeito pra continuar trabalhando e agora vai ficar, eu diria, 100%, com a casa a gente vai ter o local, esse apoio vai ser de total importância para o trabalho da gente”, explica a agricultora Solange José de Medeiros residente naquela comunidade afirmando que o produto já tem reconhecida aceitação no mercado local. “A comunidade compra sim, mas a gente vende para o PAA e estamos vendendo também para o PNAE”, comemora.

Maria das Dores Medeiros, Dorinha, é diretora presidente da Associação dos Agricultores e Agricultoras das Comunidades Coalhada e Capoeiras e falou sobre a forma de organização das famílias, os processos de capacitações, intercâmbios, fabricação de produtos e o trabalho de acesso ao mercado que as famílias estão conquistado a dia da dia. “Tudo isso só aconteceu por causa dos intercâmbios, da nossa participação no Coletivo que foi quem possibilitou que a gente conhecesse os grupos que já existiam até em nossa região, nós fizemos intercâmbios para Afogados, intercâmbios para a Bahia em Uauá, fizemos oficina com dona Socorro lá em Soledade e em Canoa de Dentro que já trabalhava com beneficiamento e a partir daí surgiu o interesse de formar o nosso grupo”.

Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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