Domingo Rural identifica mais uma experiência com Fundo Rotativo Solidário em Cubati

Um grupo de oito mulheres, esse é o saldo envolvendo famílias agricultoras da comunidade Coalhada e Capoeiras no município de Cubati no Seridó paraibano que trabalham o processo de beneficiamento de frutas trabalhadas naquela região a exemplo do caju, do umbu dentre outras culturas, numa ação que só está sendo possível graças a criação de um Fundo Rotativo Solidário desenvolvido por famílias daquelas comunidades em parceria com o PATAC, Programa de Aplicação de Tecnologias Apropriadas as Comunidades através do Coletivo de Educação Solidária do Cariri, Seridó e Curimataú.

Em entrevista recente ao Programa Domingo Rural a assessora técnica do Coletivo e agricultora residente na comunidade Coalhada, Maria das Dores Medeiros, Dorinha, falou sobre o trabalho desenvolvido e sobre a estratégia para tornar possível a construção da ação de forma solidária. “A gente formamos um grupo de oito mulheres lá na comunidade, tivemos o apoio do Patac através do patrocínio da Heifer, conseguimos o material, a seladora e alguns potes, nós já tínhamos algumas freezers lá na comunidade e com um recurso dos fundos rotativos lá da comunidade conseguimos comprar um liquidificador e começamos um grupo em que está todo mundo empolgado aí e já fabricamos 240 quilos de polpa de caju e estamos na expectativa começando um grupo agora e buscando mercado para tentar comercializar o que estamos produzindo”, revela aquela liderança agricultora.

Ela disse que a comunidade está na expectativa á espera da safra do umbu 2010 que se aproxima para iniciar o trabalho de colheita e beneficiamento com expectativa de venda no mercado local, venda direta ao consumidor através da Bodega Agroecológica e o PAA, Programa de Aquisição da Conab e garante que logo em seguida será a vez da acerola dentre outras culturas agrícolas que serão aproveitadas pelas famílias agricultoras. “A gente formou o grupo na expectativa de, não só visando o lucro, mas para aproveitar uma fruta que é desperdiçada como o caju em que na nossa região o pessoal só aproveita a castanha e visando melhorar também a alimentação da família”, acrescenta.

Dorinha lembrou que as famílias foram contempladas com cisternões calçadão com capacidade para 52 mil litros de água que serão utilizadas para irrigação de alguns plantas frutíferas em épocas de verão para que suportem frutificar no período e resistir a chegada do inverno seguinte e aproveitou para dar um recado especial aos ouvintes da Rádio Serrana de Araruna AM 590 kHz, Rádio Cultura de São José do Egito e Rádio Independente do Cariri. “Assim, que a gente tem que está sempre unido, pensar coletivamente enquanto comunidade, enquanto município porque sozinho você não consegue desenvolver nada não”.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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