Em Brasília: Campesinato brasileiro marca presença no 4º Festival Nacional da Juventude Rural

Milhares de componentes e lideranças da juventude rural brasileira marcaram presença no 4º Festival Nacional da Juventude Rural que aconteceu dos dias 25 a 27 de abril, no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, em Brasília, Distrito Federal, tendo como tema “Semeando Resistência e Cultivando um Mundo Novo”.

O evento contou com uma diversidade de atividades a exemplo de Painéis Temáticos, Rodas de Conversa, Oficinas e Exposições dentre outras atividades que evidenciaram Agroecologia, Reforma Agrária, Comitês Populares de Lutas, Saúde mental, inclusive com o recorte da acessibilidade e ativismo LGBTQIA+, e participação de mulheres jovens na Marcha das Margaridas.  “A juventude mostrou que não é apenas o futuro da agricultura familiar, mas também o presente, e que medidas precisam ser executadas com urgência para que a vontade de permanecer no campo com qualidade de vida seja uma realidade na vida de 6,7 milhões de jovens entre 16 e 32 anos que ainda vivem no meio rural brasileiro, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD/IBGE) de 2020”, justifica a assessoria da CONTAG evidenciando os sequenciados dias de evento com uma finalização marcada por uma caminhada no sentido à Esplanada dos Ministérios.

Ao final da caminhada, em frente ao Congresso Nacional, justifica aquela assessoria, foi realizado o ato político com falas de diversos parlamentares, de representantes de organizações parceiras, da Diretoria da CONTAG e da Comissão Nacional de Jovens Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (CNJTTR). Um dos momentos especiais do ato foi a chegada de uma comitiva do governo federal para a entrega de documento com a resposta às reivindicações apresentadas na Pauta do 4º Festival Nacional da Juventude Rural. Alguns dos representantes fizeram o anúncio das principais medidas no carro de som.

Durante o evento, explica aquela assessoria, a secretária executiva da Secretaria Geral da Presidência da República, Maria Fernanda Coelho, explicou que em nome do presidente Lula e do ministro Márcio Macêdo e de todos os ministros que compuseram o Grupo de Trabalho, estava trazendo os cumprimentos aos presentes listando os ministérios mobilizados nas negociações: Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Trabalho e Emprego, Meio Ambiente, Turismo, Comunicações, Educação, Cultura e Saúde assegurando que citando algumas ações programáticas a serem trabalhadas a exemplo do Ministério das Comunicações que vai entrar com o programa para internet rural para aumentar a velocidade da banda larga no meio rural; Meio Ambiente com chamadas de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) com, no mínimo, 30% de jovens; Ministério do Trabalho e Emprego com a reedição do Consórcio Social da Juventude Rural; Ministério da Educação com homologação do parecer do Conselho Nacional da Educação que reconhece a pedagogia da alternância como estratégia de formação dos sujeitos, dentre outras ações.

“O presidente da CONTAG, Aristides Santos, explicou que esse anúncio feito no encerramento do Festival traz uma parte das medidas negociadas com o governo. Outra parte será anunciada no Plano Safra, na resposta das negociações dos demais pontos da Pauta do Grito da Terra Brasil e também da Marcha das Margaridas, em agosto”, explica aquela assessoria acrescentando que Aristides reforçou em fala pública que a juventude rural voltasse para os seus estados levando o recado do 4º Festival enquanto relevante sucesso de ampla mobilização e que foi valorizado pelo governo e pela sociedade.

“A secretária de Jovens da CONTAG, Mônica Bufon, encerrou o 4º Festival Nacional da Juventude Rural destacando o protagonismo da juventude na agricultura familiar”, relata aquela assessoria justificando que Mônica Bufon apresentou o grito de que: “Somos o futuro sim, mas não teremos um futuro se esse presente não for olhado agora. Somos resistência! Estamos construindo a nossa história enquanto juventude rural no nosso País. Aqui está o grande resultado da nossa caminhada e do nosso 4º Festival. Queremos permanecer no campo não apenas para produzir, mas também com qualidade, como espaço de vida, como espaço nosso, como nosso território.”

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural / Ascom

Foto: César Ramos

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