Embrapa e Sebrae capacitam técnicos e empreendedores em algodão agroecológico

A Embrapa Algodão Campina Grande em parceria com o Sebrae estão realizando durante esta terça, quarta e quinta-feira(03, 04 e 05 de junho) um curso de capacitação sobre sistema de cultivo do algodão orgânico, evento que está acontecendo no auditório da Embrapa e contando com técnicos de ONGs, da Emater dentre outros interessados na cadeia sustentável da produção algodoeira.

Stúdio Rural compareceu ao local durante esta terça-feira(03) e conversou com um dos palestrantes no evento, Napoleão Esberard de Macedo Beltrão, com a representante da Coopnatural, empresária Maysa Motta Gadelha e com o técnico da ONG cearense Esplar, Pedro Jorge de Lima que falam sobre a importância e objetivos do evento, acreditando ser um importante espaço de ensino e aprendizado capaz de promover o engrandecimento do modelo de produção nos estados da região semi-árida brasileira.

Para o chefe geral da Embrapa Algodão e palestrante no evento, Napoleão Esberard de Macedo Beltrão, o evento teve fundamental importância á medida em que os palestrantes evidenciaram o porquê da produção na região Nordeste e principalmente no Estado da Paraíba, diferenciando da produção convencional nas regiões grandes produtoras de algodão do Centro Oeste e da Bahia. Ao contatar com Stúdio Rural Beltrão disse que é preciso uma organização eficiente e comprometida com os novos tempos da cotonicultura, evidenciando o mercado do algodão com qualidade que está em plena expansão em todo o planeta dizendo acreditar que o ano de 2008 terá forte acréscimo na produção da cultura. “Nós temos tudo aí, temos sementes, temos variedades com mais óleo do que todos os materiais cultivados no Brasil e, a gente pode ter esse algodão inserido no contexto da organicidade, não só para fibra, mas também para a produção do biodiesel”, argumenta Beltrão.

Para a empresária campinense, representante da Coopnatural, Maysa Motta Gadelha, envolver técnicos e especialistas para tocar o projeto de produção de algodão na agricultura familiar representa um velho sonho de implantar a idéia da organicidade no meio de técnicos e pessoas envolvidas no processo. “Acho que pelo que nós conseguimos organizar em termo de palestrantes, o pessoal do IBD(Instituto Biodinâmico) através de seu presidente que vai estar aqui no dia 05 então a gente conseguiu trazer através dos parceiros Embrapa, Sebrae, COEP, a Coopnatural conseguimos trazer um pessoal de primeira linha a nível de Brasil pra sensibilizar os técnicos agrícolas e os especialistas da Emater”, argumenta a liderança ao contatar com Stúdio Rural.

Já o representante da ONG cearense Esplar, Pedro Jorge de Lima, entrevistado por Stúdio Rural, foi convidado a falar sobre o mercado do algodão orgânico ou agroecológico e, no encontro, começou a evidenciar a situação agroecológica desenvolvida no Ceará nos últimos 15 anos pelos agricultores familiares em torno das organizações locais, mostrando todo o percurso de muitas dificuldades que as famílias passaram entre os anos de 1993 e 2003 quando várias vezes a safra ficava encalhada por mais de doze meses e a diferença que foi a partir do surgimento das entidades parceiras interessadas no mercado justo que firmaram contrato com as organizações dos agricultores cotonicultores com preços pré-estabelecidos e transparência na cadeia produtiva que conseguiram atrair as famílias de agricultores a investirem no mercado.

Nesta terça-feira diversos temas foram trabalhados a exemplo da palestra “Porque plantar algodão orgânico no semi-árido”, ministrada pelo pesquisador e chefe da Embrapa Algodão Napoleão Beltrão; “Mercado do algodão orgânico e comercialização, ministrada pelo agrônomo da Esplar, Pedro Jorge de Lima dentre outros temas trabalhados no decorrer deste dia.

Nesta quarta-feira(04) será realizada uma visita de campo sobre a cultura do algodão em propriedades das famílias de agricultores experimentadores do Assentamento Queimadas, na Comunidade Gabinete, município de Remígio, quando será trabalhado palestra e compartilhamento de informações pelo pesquisador da Embrapa Algodão, Melchior Batista; representante da ONG Arribaçã, agrônomo José Sales Júnior e o representante da Emater de Casserengue-PB, Alexandre Eduardo, que falarão sobre o tema: A ciência das “agriculturas” Sustentáveis. Na parte da tarde, já no auditório da Embrapa, diversos temas serão tratados a exemplo do manejo cultural do algodoeiro, manejo integrado de pragas do algodoeiro, produção de sementes, colheita e armazenamento dentre outros temas de interesse da agricultura e dos agricultores.

Na quinta-feira(05), último dia do evento, diversos temas serão evidenciados a exemplo da metodologia de transferência de tecnologia, experiência da Escola Participativa do Algodão naquele assentamento, certificação e legislação, custos de produção dentre outros temas que contarão com a participação de diversos palestrantes representando entidades diversas.

Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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