Empresária paraibana defende preço justo como suporte para cadeia do algodão orgânico

“O orgânico tem acompanhado este comércio justo, o princípio dele é a sustentabilidade, então a sustentabilidade do meio ambiente é a sustentabilidade das pessoas que estão envolvidas e pelo próprio nome sustentabilidade é a permanência da atividade sem que haja uma degradação tanto nas pessoas que estão ali quanto no meio ambiente”.

A afirmativa é da empresária campinense, Maysa Motta Gadelha(foto), representante da empresa Coopnatural e que constitui-se numa das principais parceiras das entidades de agricultores e famílias de agricultores que produzem algodão orgânico numa visão clara de sustentabilidade e responsabilidade ambiental.

A empresária é da opinião de que a cadeia do algodão orgânico e ou colorido só será possível se existir cumplicidade entre todos os elos da cadeia que vai desde quem produz, quem beneficia até o consumo consciente. “Desde que nós criamos a Coopnatural, que nós éramos uma associação no ano de 2000 nós optamos por esse mercado, o mercado socialmente justo, mercado ecologicamente correto e de lá pra cá a gente só tem tentado fortalecer esses mercados e buscando certificações porque pros nossos consumidores é importante você provar o que você está dizendo o que você faz e você só consegue isto através das certificações”, justifica Gadelha acreditando que a cadeia tem que ser completa e ética já que, para ela, o mundo está se voltando para o que é ético não somente para o homem mas também para o meio ambiente.

Para a empresária a região semi-árida só tem como competir com o Centro Oeste se organizar no modelo sustentável de produção do algodão que pense a saúde do produtor, do consumidor e do meio ambiente. “Nós precisamos ter produtos diferenciados, precisamos ter pequenos agricultores trabalhando com produtos de valor agregado, pois nós só podemos competir com Mato Grosso ou com Goiás se no cultivo do algodão buscar os nichos de mercado que é como esse pequeno consegue trabalhar neste mundo globalizado”, rela Maysa.

Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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