Encontro faz balanço de ações solidárias executadas na agricultura familiar paraibana

Discutir e fazer um balanço das ações sustentáveis desenvolvidas em propriedades rurais familiares em todos os recantos do Estado da Paraíba e difundir os avanços alcançados graças as ações desenvolvidas com empreendimentos estruturadores das propriedades rurais a exemplo das cisternas de placas, barragens subterrâneas, capacitação e prática com o suporte forrageiro destinados á criação de pequenos animais, fabricação da tela destinada á construção de cercas de tela que permitam o aproveitamento das áreas próximas as residências pelos filhos e filhas dos agricultores, permitindo a permanência em salas de aula e acesso a cultura dentre outras ações. Esse foi o objetivo do encontro promovido pelas entidades do Pólo da Borborema que aconteceu em Campina Grande na última terça-feira(06/04) e que contou com representações diversas do Comitê Gestor Ampliado do Programa de Apoio a Projetos Produtivos Solidários.

Stúdio Rural acompanhou o evento que contou com participação de cerca de 200 pessoas entre agricultores familiares experimentadores e representações de entidades de agricultores de todo o Estado da Paraíba.

Para o agricultor familiar José Maciel, residente na comunidade Caiçara de Soledade, o encontro foi importante já que tornou possível mostrar as ações integradas desenvolvidas pelo PATAC e Coletivo Regional de Educação Solidária dentre outras entidades, ações que tornaram possível o processo produtivo durante toda época do ano, gerando trabalho e renda para toda a família de forma style=mso-spacerun: yes>  sustentável. “É uma coisa em que estou muito satisfeito com o trabalho na comunidade, é um trabalho devagar mas que desde de 1993 a gente vem trabalhando, a gente tem um trabalho de cisternas na comunidade, praticamente está 98% das famílias beneficiadas, temos um fundo rotativo de criações animais, temos fundos rotativos de telas, temos apoio de fundo rotativo pra casa que é reformas de casas e outras atividades muito importantes, canteiro econômico, barragens subterrâneas, trabalho que graças a Deus vem dando certo em nossa comunidade”.

Maria da Glória Batista é parte integrante da ONG Patac e ao falar com Stúdio Rural fez um balanço da importância do encontro já que as entidades parceiras nos financiamentos estiveram presentes e ouviram das próprias famílias agricultoras os resultados das atividades que são suporte de convivência com realidade semiárida paraibana e referência de probabilidades para outras famílias e entidades na Paraíba e em outros estados do Nordeste brasileiro. “O objetivo desse encontro, em primeiro lugar, é ampliar e dar visibilidade aos fundos rotativos e solidários enquanto política que vem fortalecendo a agricultura familiar de base agroecológica como também a convivência com o semiárido e que amplie essa visibilidade pública de forma que a gente construa diálogo com outros setores a exemplo dos gestores públicos, das universidades, da sociedade civil então é muito importante pra gente que esses fundos tenham visibilidade pública e que se construa esse diálogo com o conjunto da sociedade”, afirma Glória, falando sobre o conjunto das ações que estão sendo desenvolvidas em todo o estado.

O agricultor José Raniere, residente no município de Picuí, disse ter sido espaço de muita importância já que o município pôde apresentar um amplo conjunto de ações que estão em desenvolvimento naquele município e que já proporciona melhor qualidade de vida para as famílias agricultoras.

Ao falar com a equipe Stúdio Rural, o representante da Caritas Brasileiras e componente do Comitê, Ademar Bertuch, disse ter tido uma participação esclarecedora sobre o papel do Comitê e sobre o papel de um novo modelo de economia que é embasada na solidariedade e na qualidade de vida das pessoas humana. “Me sinto privilegiado, segunda vez que a gente vem prá cá com esse Comitê dos convidados e ao ter fé e se apropria das experiências dessa região da Paraíba. Um evento desse só faz levantar o astral desse Comitê que enfrenta dificuldades pra fazer com que os fundos solidários sejam reconhecidos pelos governos atuais e possam estar dentre das políticas públicas”, relata a autoridade dizendo que a crise atual registrada no Brasil e no mundo acaba permitindo a visibilidade de que existe um sentido maior na economia solidária.

Já o diretor da Heifer, no Programa Brasil Argentina, Fernando Larrea, o evento demonstrou que a solidariedade já faz parte da vida das famílias camponesas que pouco a pouco conseguem mostrar resultados positivos na economia local, qualidade de vida e cidadania das famílias e aproveitou para falar sobre o papel daquela organização no apoio as ações do PATAC e da AS-PTA através do Pólo Sindical e das Entidades da Borborema com ações agroecológicas. “Eu acho que é um processo muito importante, porque está baseado no protagonismo das famílias agricultoras e das comunidades, eu cada vez que venho para a Paraíba fico impressionado com essa riqueza cultural traduzida em forma de cordel, da poesia que é incorporada permanentemente nos eventos, no processo de formação e ao mesmo tempo como isso está sendo assumido na prática no dia a dia pelas famílias procurando um novo jeito de desenvolvimento nas suas comunidades”, argumenta a liderança ao dialogar com os ouvintes da Rede Esperança e do Programa Domingo Rural em Rede.

Para o membro do Comitê, professor da UFCE e ex-consultor externo do Etene- Banco do Nordeste do Brasil style=mso-spacerun: yes>  – Eduardo Girão Santiago, a crise apresentada no mundo mostra que a alternativa está na solidariedade na economia. “Sim, eu acho que a própria crise que está aí sendo colocada, a economia solidária que antes era vista como algo exótico, algo paralelo á economia mais formal começa a ser agora reconhecida como uma alternativa de vida na terra na medida em que o capitalismo com a produção e a poluição tem destruído a vida na terra e a prova disso é que os fóruns sociais mundiais estão mostrando que tem que se encontrar uma nova pactuação de convivência da humanidade pra que se possa existir aqui na face da terra”, argumenta.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

Deixe seu comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Campos marcados como (obrigatório) devem ser preenchidos.

Newsletter

Através da nossa newsletter você ficar informado, o informativo do estudo rural já conta com mais de 20 mil inscritos, faça parte você também.

Back to Top