Encontro Paraibano de Agroecologia faz balanço e planeja ações para o desenvolvimento regional

Durante os dias 05 e 06 últimos aconteceu mais um EPA, Encontro Paraíbano de Agroecologia, promovido pelas entidades da ASA Paraíba, Articulação do Semiárido Paraibano que trabalham com famílias agricultoras em todo o Estado.

O encontro aconteceu no Convento Franciscano, em Lagoa Seca, contou com participação de agricultores e agricultoras experimentadores acompanhados de entidades assessoras nas diversas regiões do Estado e fizeram uma ampla exposição das ações desenvolvidas e seus resultados além de fazer estudos de casos trabalhados com ênfase nos impactos negativos do agronegócio na agricultura familiar a exemplo do cultivo da cultura do fumo em microrregiões, inserção da avicultura industrial na agricultura familiar, monocultivo da cana no segmento familiar dentre outros.

Stúdio Rural conversou com a presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Pombal, Maria de Lourdes Santana, que falou sobre o trabalho que vem sendo feito junto as famílias agricultoras numa visão de produção sustentável, fazendo com que aquele sindicato passe a trabalhar mais do que ações relacionadas a aposentadoria dentre outras proteções previdenciárias. “O Sindicato de Pombal está trazendo trabalhos com a fibra da bananeira, trabalho muito bem feito por assentamento, nós estamos também com uma feira agroecológica já produzida lá no município de Pombal e sendo exposta nas sextas-feiras á tarde”, relata aquela liderança sertaneja, dizendo ser objetivo da entidade praticar sustentabilidade a partir de atividades capazes de manter as famílias camponesas com qualidade de vida no meio rural.

Maria Célia de Araújo participou do evento na condição de representante de entidades da região do agreste e Cariri, parceiras da ONG PATAC, conversou com os ouvintes do Programa Esperança no Campo e Domingo Rural sobre impactos registrados na forma de se fazer agricultura empresarial ás margens do Açude de Boqueirão com práticas que provocam fortes erosões e uso abusivo de venenos que comprometem a vida de trabalhadores que lidam com a atividade e dos consumidores que compram os produtos agrícolas e ou bebem da água daquele açude em centros como Campina Grande dentre outras cidades. “Na realidade o CASACO fez a denúncia do sistema do agronegócio de irrigação que usa insumos pesados de agrotóxicos, de adubos, traz um processo grave de erosão, de salinização de solos e de empobrecimento do sistema do meio ambiente, e o FOLIA traz a denúncia da cana de açúcar que tem todo um sistema de exploração de trabalho, de exploração da terra, exploração de recursos hídricos, que trabalha também com agrotóxicos e todo um sistema de empobrecimento do meio ambiente que vem junto com o monocultivo do agronegócio e pra contrapor a esses modelos a gente traz os processos de transição que vem acontecendo na agricultura familiar tanto na área do CASACO como do FOLIA a exemplo de investimentos em tecnologia de armazenamento de água, de armazenamento de sementes da paixão, de diversificar a produção, de dividir bem a propriedade, de participar das feiras agroecológicas acabando com o papel dos atravessadores na área do mercado, enfim a gente está dinamizando todo esse tipo de produção agroecológica nas duas regiões”.

Luiz Cardoso de Santana é agricultor do Assentamento do Crédito Fundiário São João II, em Pombal, disse do trabalho que está sendo feito naquele assentamento que já passa a ser referência para muitas comunidades naquela região sertaneja e garante que pouco a pouco a atividade rural passa a dar condições das famílias ficarem na atividade camponesa associada a outras atividades, inclusive com o turismo. “Olhas, eu tiro por mim mesmo, eu era um vendedor de redes, hoje eu sou um artesão, São Paulo só a passeio, o meu trabalho hoje chega lá e eu fico aqui. Estou sobrevivendo melhor do que antes”, exemplifica aquele sertanejo que trouxe ampla linha de produtos com valor agregado nas atividades agrícolas daquele assentamento.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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